Os senadores Delcídio Amaral, do PT do Mato Grosso do Sul, e Renan Calheiros, do PMDB de Alagoas e presidente do Senado, devem fazer um esclarecimento público na tarde desta segunda-feira (21) sobre as denúncias que apontaram os nomes deles na Operação Navalha, da Polícia Federal. Nomes de outros parlamentares começam a surgir nas investigações, como o do deputado Paulo Magalhães, do DEM da Bahia, que é sobrinho do senador Antonio Carlos Magalhães. Grampos telefônicos dão conta de que o parlamentar baiano teria recebido propina de R$ 20 mil da construtora, segundo a Rádio CBN. Magalhães ainda não se pronunciou sobre o assunto.

É grande a expectativa no Congresso Nacional em relação ao recebimento da lista de parlamentares que aparecem nas investigações da Polícia Federal durante a Operação Navalha. Independentemente do material ser solicitado ou não pelos presidentes da Câmara ou do Senado, a Procuradoria Geral da República deve enviar esse documento para conhecimento do Congresso. A possibilidade de criação de CPI sobre o escândalo na Câmara ou no Senado ainda é remota.

O líder do PPS na Câmara, Fernando Coruja, não descarta essa possibilidade, mas acha que é preciso antes receber documentos de auditorias do TCU sobre todas as obras da Construtora Gautama para só, então, articular a criação de CPI. No Senado, já há uma possibilidade de haver um pedido para que o caso seja investigado.

Os senadores Delcídio Amaral (PT-MS) e Renan Calheiros (PMDB-AL) devem fazer um esclarecimento público nesta tarde sobre as denúncias que apontaram seus nomes na operação. Delcídio deve fazer um pronunciamento em plenário logo mais, a partir das 14 horas. Escutas telefônicas da PF revelaram que o dono da Gautama acusado de chefiar a quadrilha, comprometeu-se a pagar o aluguel de um avião utilizado pelo parlamentar petista. O senador, por sua vez, alegou que solicitou o aparelho ao empresário e prometeu pagar a conta de R$ 24 mil. Nesta tarde, ele promete prestar todos os esclarecimentos.

Já o senador Renan Calheiros desembarca hoje em Brasília. A expectativa é de que ele converse com a imprensa, a partir das 15 horas, quando chegar ao Congresso Nacional. O nome dele é citado por supostos integrantes do esquema da Construtora Gautama. O fato é relatado pela Polícia Federal no documento entregue ao STJ. As gravações revelam que o presidente do Senado teria sido procurado para agilizar a liberação de verbas para obras de construção de canais. Além dele, foi citado o governador de Alagoas, Teotônio Vilela Filho.