O chefe da missão do Fundo Monetário Internacional (FMI), Phill Gerson, que está no país para fazer a sétima revisão do acordo de quase US$ 15 bilhões com o Brasil, afirmou, ao se referir ao nervosismo do mercado financeiro, que a “situação é boa para o Brasil e não se deve perder a cabeça ou a serenidade”. “O país está muito mais forte e muito mais resistente a qualquer choque externo”, disse o chefe da missão do Fundo, afirmando que o Brasil precisa continuar com as reformas estruturais.

Phill Gerson lembrou que há três anos o Brasil tinha um déficit nas contas externas de 4,4% do Produto Interno Bruto (PIB) e hoje registra saldo positivo. Outro dado importante, segundo ele, é a meta de superávit primário, que subiu de 3% para 4,25% do PIB.

O chefe da missão do Fundo afirmou ainda que é cedo para discutir mudanças no cálculo do superávit primário (receitas menos despesas, excluído o pagamento dos juros), como quer o governo.

Segundo ele, o plano agora não é excluir os investimentos das contas públicas, “mas como olhar e pensar sobre as contas públicas”. Ele também disse que não haverá mudança na meta de superávit primário brasileira, de 4,25% do PIB.

Também informou que outros países vão participar dos estudos realizados pelo FMI para verificar a viabilidade de se excluir os gastos com investimentos rentáveis do cálculo do superávit primário.

O chefe da missão do FMI deu as declarações ao deixar encontro com o ministro da Fazenda, Antonio Palocci.