Presidentes de sindicatos de trabalhadores do Porto de Paranaguá manifestaram nesta quarta-feira (26) apoio à posição assumida pelo superintendente Eduardo Requião, que defende a não interferência do Governo do Estado na manifestação de caminhoneiros no terminal. O protesto vem causando filas ao longo da BR-277.
O impasse envolve o Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens do Estado do Paraná (Sindicam) e os operadores. Para os sindicalistas, a direção do porto não deve atuar na negociação que está ocorrendo entre os terminais privados e o Sindicam.
“Não podemos interferir numa questão comercial que não envolve o porto. Somos um prestador de serviços e não negociamos preços de diárias, questão que já havia sido acertada numa oportunidade anterior, quando as diárias passaram a ser pagas duas horas depois da praça de pedágio, sendo o comprovante de pagamento do pedágio documento de validade da diária”, explicou Eduardo Requião.
“Somos a favor da manifestação, mas desde que ela seja legítima, defenda os reais interesses da categoria e não prejudique a economia do Estado e do país”, disse ainda o superintendente do porto..
A opinião é compartilhada pelo presidente da Intersindical, Ademir Scomasson. “A manifestação é justa porque os caminhões não podem ser utilizados como armazéns ambulantes pelos exportadores, mas temos que ponderar uma série de fatores, como o respeito à programação no envio dos caminhões na sua origem”.

Protesto – Na tarde desta quarta-feira (26) a manifestação dos caminhoneiros no Pátio de Triagem completou mais de 30 horas ininterruptas. Os motoristas fecharam a entrada e a saída do pátio, retendo mais de 1.100 caminhões no interior do local.
A manifestação se estendeu, ainda, até a entrada da cidade, que ficou parcialmente bloqueada pelos caminhoneiros. A passagem foi permitida apenas aos veículos de passeio e caminhões carregados com outras cargas que não fossem soja. Sem o fluxo normal de veículos dentro e fora do Pátio de Triagem, a fila de caminhões já chega ao Km 84 da BR-277.
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