O presidente da Câmara, Severino Cavalcanti, chegou há pouco, com uma hora e meia de atraso, ao evento de lançamento de uma frente parlamentar e empresarial em defesa da construção da ferrovia Norte-Sul. Em entrevista, Severino voltou a atacar a política de juros do governo e disse que as taxas prejudicam o emprego e a atuação das micro e pequenas empresas. "As grandes empresas tem acesso fácil às direções dos bancos, mas as pequenas, que dão emprego, não conseguem suportar essas taxas de juros escorchantes, e são as mais atingidas."
Severino explicou que, ao propor mudanças na estrutura do Copom, está defendendo a participação da sociedade, especialmente do empresariado, nas decisões do órgãos, e não uma participação do Congresso. Ele criticou também o excesso de medidas provisórias enviadas pelo Planalto ao Congresso. Salientou que, se pudesse, acabaria com as MPs, mas precisa respeitar a Constituição. "Não pode continuar da maneira como está sendo feita, atrapalhando a atuação dos parlamentares", disse ele. "Quem tem de legislar são os deputados, não o Poder Executivo."