Os servidores da Câmara e do Senado já começaram a pressionar por reajuste salarial depois que a cúpula do Congresso decidiu aumentar de R$ 12.847,20 para R$ 24.500,00 o subsídio dos parlamentares. Funcionários do parlamento querem o repasse do reajuste para seus salários, como sempre acontece. O presidente do sindicato dos servidores do Poder Legislativo (Sindilegis), Ezequiel Nascimento, que nesta sexta-feira (15) foi procurado com insistência por servidores, não reconhece o poder do ato conjunto das Mesas para acabar com a vinculação dos reajustes.
"O ato das Mesas não significa nada nesse aspecto", afirmou Nascimento, sobre a decisão tomada ontem de acabar com o aumento automático dos salários dos servidores quando há reajuste dos subsídios dos deputados e dos senadores. O presidente do Sindilegis argumentou que uma resolução, que tem mais poder do que um ato da Mesa, garante a vinculação.
Nascimento disse, no entanto, que vai esperar o ato ser publicado, o que acontecerá na próxima semana, para decidir que iniciativa o sindicato vai tomar. "Prefiro analisar com cuidado antes de tomar alguma medida", afirmou. De acordo com a assessoria da Câmara, a decisão de acabar com a vinculação será mantida e caberá aos servidores recorrerem à Justiça se desejarem.
Na Câmara, há cerca de 8.000 servidores, entre aposentados e ativos, do quadro efetivo da Casa que seriam beneficiados com o aumento se houvesse a vinculação. O custo de um eventual repasse não foi calculado pela Casa. O impacto estimado nos gastos da Câmara do aumento dos subsídios dos deputados é de R$ 157 milhões por ano.


