São Paulo – O prefeito de São Paulo, José Serra (PSDB), pré-candidato a presidente, atacou hoje o governo federal e a gestão da pré-candidata a governador Marta Suplicy (PT) como prefeita da capital paulista.

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Segundo Serra, houve enormes desperdícios de dinheiro público na administração petista na capital paulista e, para ele o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode também repetir este tipo de esbanjamento, caso siga o mesmo modelo administrativo de Marta.

"Isso (o desperdício) é generalizado em São Paulo, nos gastos com pavimentação, nas compras de leite, de oxigênio para hospitais, na canalização de córregos e para tapar buraco nas ruas", afirmou, após inaugurar a unidade de Assistência Médica Ambulatorial (AMA) Fazenda do Carmo, em Cidade Tiradentes, zona leste da cidade.

"Se for o padrão municipal do PT, o kit PT para a administração, sem dúvida nenhuma, há desperdício de dinheiro público também na administração federal", acrescentou. Embora o discurso de ataque ao PT e a inauguração do AMA terem tido contornos de campanha eleitoral, o prefeito de São Paulo recusou-se a falar sobre o processo de escolha da candidatura tucana a presidente.

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Serra preferiu acusar o modo petista de governar. De acordo com ele, o PT "tem despreocupação com os custos, com aquilo que se paga, por frouxidão na licitação, na melhor das hipóteses".

"Não deve ser só incompetência administrativa, mas precisaria provar se houve má-fé. Agora, que é estranho o sobrepreço e o superfaturamento por todo lado, é estranho, sem dúvida nenhuma", analisou.

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O prefeito reiterou que a análise era centrada na gestão municipal que o antecedeu, pois alegou não ter conhecimento minucioso dos gastos federais como tem da Prefeitura. "Há condições para reduzir os gastos da União", ressaltou.

Serra disse, a titulo de exemplo, que a administração dele gasta com asfaltamento de ruas de quatro a cinco vezes menos do que o governo anterior. Em compras de oxigênio hospitalar, o prefeito disse ter promovido uma diminuição de 60% dos custos, o que teria assegurado, dessa maneira de R$ 13 milhões a R$ 14 milhões de economia, em 2005.

Outro modelo por ele citado foi a queda no preço médio do quilo do leite em pó distribuído aos estudantes do município, recuando de 9 reais, na gestão da pré-candidata a governador de São Paulo, para 6 reais, na atual.

Por último, Serra disse que a canalização do Córrego Cristóvão Molina, em Cidade Tiradentes, ficou em R$ 3 milhões, enquanto o orçamento previsto na administração do PT foi de R$ 13 milhões.

"É isso o que explica que a gente esteja fazendo mais e com o mesmo dinheiro", opinou. O prefeito afirmou também que a atual administração tem pago fornecedores em dia, o que estaria garantindo espaço para negociações de redução de preços. Esse mesmo princípio, segundo Serra, poderia ser aplicado na esfera federal. "Sem dúvida nenhuma, poderá haver contenção de gastos (federais) porque a diminuição de custos não reduz o volume de obras e nem de realizações, pelo contrário, pois você faz mais com cada real que se gasta.