Rio – O ex-deputado federal Sérgio Naya negou ao juiz da 34ª Vara Criminal do Rio, Cairo Ítalo França David, ter praticado atos de falsidade ideológica e falsificação de documento público, no processo de indenização das vítimas do Palace II, o prédio que desabou em 98, matando oito pessoas. Naya afirmou que já vendeu mais de quatro mil imóveis, todos eles entregues, sem qualquer problema de falsificação de assinatura.

Sobre o imóvel alvo de denúncias por parte do Ministério Publico do Rio de Janeiro, o ex-deputado garantiu ter cedido o sitio – uma propriedade de 43 hectares em Boa Vista, Leopoldina, Minas Gerais – em 1996, como pagamento simbólico por serviços prestados por um empregado seu chamado Sebastião Buccar, e que a escritura foi feita por meio de um corretor. Naya disse ainda que o empregado não registrou a escritura na época, o que só fez anos depois. O ex-deputado informou ter tomado conhecimento das irregularidades envolvendo o imóvel no final do ano passado, pelos jornais, e que imediatamente solicitou aos seus advogados a abertura de inquérito administrativo, junto ao cartório, para que tudo fosse apurado.