O Senai Paranaguá iniciou nesta segunda-feira (07) o curso de capacitação de Auxiliar de Produção para pessoas com deficiência. Dez alunos participam do treinamento, que tem duração de 40 horas e é promovido em parceria com a iniciativa privada.
?O objetivo é capacitar e inserir essas pessoas no mercado de trabalho?, afirma Marlete Clara Simões, assessora da área de responsabilidade social corporativa e responsável pelo Programa Senai de Ações Inclusivas no Estado.
As aulas vão até o dia 18 de agosto. Os profissionais formados já têm emprego garantido. Eles irão trabalhar na Fospar, empresa de fertilizantes, que solicitou ao Senai a abertura do curso com o objetivo de cumprir as cotas previstas na legislação trabalhista. A Lei 8.213/91 determina que as empresas com mais de 100 empregados preencham de 2% a 5% dos seus cargos com beneficiários reabilitados ou pessoas com deficiência qualificadas profissionalmente.
O gerente da unidade do Senai em Paranaguá, Luiz Cláudio Lovato, explica que a seleção dos alunos foi feita pelo Núcleo Regional de Ensino da Secretaria Estadual da Educação, Associação de Pais e Amigos de Excepcionais (APAE) e escolas especializadas. Os pré-requisitos para participar do curso são ensino fundamental completo e idade mínima de 16 anos.
Mais vagas
Além da Fospar, uma grande empresa de Curitiba na área de alimentação pretende abrir vagas para pessoas com deficiência este semestre e já procurou o Senai para realizar o treinamento. ?Ainda estamos definindo a data para o início do curso, mas deverá ser na segunda quinzena de agosto?, antecipa Marlete.
Capacitações como estas são realizadas com freqüência em todas as unidades. Os interessados (empresas e pessoas) podem procurar as unidades do Senai da sua região.
Os cursos para pessoas com deficiência fazem parte do Programa Senai de Ações Inclusivas. A metodologia foi desenvolvida pelo Departamento Nacional em 2000. No ano seguinte, um projeto piloto foi realizado em cinco regionais: São Paulo, Santa Catarina, Amazonas, Distrito Federal e Rio Grande do Norte. No Paraná, o programa começou a ser desenvolvido em 2002.