O senador Aloizio Mercadante (PT-SP) defendeu nesta segunda-feira (31), em evento da Força Sindical com candidatos ao governo paulista, a implantação de um salário mínimo regional para o Estado de São Paulo. O petista endossou uma proposta feita pela própria Força em uma lista de nove sugestões entregues aos candidatos que compareceram ao ciclo de palestras.
Apesar de insistir na manutenção do salário mínimo nacional, Mercadante afirmou que a criação de pisos salariais específicos para o Estado poderia ajudar a estimular o mercado de trabalho e melhorar as condições em que se encontram os trabalhadores. "Isso ajuda a puxar o mercado de trabalho, sem o constrangimento maior da recuperação do salário mínimo que tem o peso de exatamente 22 milhões de aposentados e pensionistas", disse o candidato, justificando que se posiciona de forma contrária a extinção do salário mínimo nacional. "Esta idéia de diferenciação é uma forma de poder adequar, em cada região do País, o mercado de trabalho à situação específica que ele tem.
Mercadante reiterou que uma estratégia como essa precisa ser estudada de forma cuidadosa, para evitar que surjam, por exemplo problemas para categorias, como a de empregadas domésticas, ou ainda para evitar o aumento da informalidade em pequenas empresas.
Mesmo assim, Mercadante disse ver com simpatia a proposta, citando como exemplo a aplicação deste tipo de medida em Estados como Paraná, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.
Resposta a Apolinário – Mercadante ironizou as declarações feitas pelo rival Carlos Apolinário, do PDT, que o chamou de "copiador de proposta", durante ciclo de palestras promovido pela Força Sindical. Segundo o senador petista, "tudo o que for bom e mais de um candidato defender" é positivo para São Paulo.
"Que bom que nós temos propostas comuns. Tenho certeza de que ele vai estar no meu palanque no segundo turno me apoiando", provocou. Apesar das declarações, Mercadante insistiu que vê muitas de suas propostas como inéditas na atual campanha eleitoral.


