Teve início nesta segunda-feira (12) o Seminário Estadual ?Novas Perspectivas da Política de Segurança e Saúde do Trabalhador?, em Curitiba, com a participação de técnicos da saúde e segurança do trabalho, sindicalistas e representantes dos governos federal e estadual, e que se estende até esta terça-feira (13) com o objetivo de buscar soluções para reduzir o número de acidentes de trabalho.

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Segundo o coordenador de Saúde do Trabalho do Ministério da Saúde, Marco Antônio Perez, a Previdência Social, por meio do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), registrou entre os trabalhadores com carteira assinada, que representam menos de 30% da população economicamente ativa brasileira, 1.875.190 acidentes trabalho em quatro anos ? de 1999 a 2003. Deste total, 15.293 resultaram em morte e 72.020 em incapacidade permanente.

?Isso gerou uma média de mortalidade por acidente de trabalho de 14,84 trabalhadores em cada 100 mil. A título de comparação, na Finlândia, essa média é de 2,1 ou seja sete vezes menor, o que indica que mortalidade por acidente de trabalho no Brasil é elevada em relação a outros países?, revela Perez.

No ano de 2004, ocorreram 35.185 acidentes de trabalho no Paraná. De acordo com o secretário do Trabalho, Emprego e Promoção Social, Padre Roque Zimmermann, houve um aumento de 14% em relação ao ano de 2003 e o setor que mais concentrou incidências foi o industrial, principalmente de produção alimentícia, como os frigoríficos.

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Em 2003, o setor de serviços havia registrado o maior números de acidentes no Estado. ?A percepção que temos é que o ano de 2005 ainda será pior que o de 2004, ano em que 212 trabalhadores morreram e 968 ficaram permanentemente incapacitados?, alerta o secretário.

Organização

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Além da conscientização do empresariado e dos trabalhadores, da criação e acompanhamento de Comissões Internas de Prevenção de Acidentes (CIPAs) em todas as empresas e do fornecimento de equipamentos de segurança e a fiscalização quanto ao seu uso, Padre Roque enfatizou a importância da organização dos trabalhadores vítimas de acidentes do trabalho como movimento social para que tenham visibilidade e voz de reivindicação perante as autoridades e a sociedade civil.