Evitar congestionamentos e economizar a paciência dos motoristas. Estas são as principais vantagens dos semáforos "inteligentes", que já fazem parte de 15% dos 900 cruzamentos semaforizados de Curitiba e ajudam a diminuir o tempo de viagem e o gasto de combustível dos carros e ônibus da cidade.

O equipamento é "inteligente" porque deixa o sinal aberto o maior tempo possível nas ruas de grande movimento, e fecha automaticamente quando aparece algum veículo nas ruas transversais para passar no cruzamento. No sistema normal, o sinal fecha para os carros da rua movimentada mesmo quando a rua transversal está vazia.

"O sistema inteligente é bom para todo mundo. Quem vai pelas ruas mais movimentadas não encontra o sinal fechado à toa. E para quem usa caminhos alternativos e escolhe ruas mais tranqüilas, nada de espera. O sinal abre rapidamente quando o carro chega no cruzamento", explica o coordenador de tráfego da Diretran, Rogério Falcão.

O sistema funciona com sensores instalados no asfalto das ruas de menor movimento, bem perto do cruzamento. Se um carro passa em cima do sensor, o equipamento "avisa" o semáforo que tem alguém querendo passar. Aí os sinaleiros entram em ação: na rua movimentada, que estava com o sinal verde na maior parte do tempo, a cor muda para amarelo, depois para vermelho, e o motorista da rua mais tranqüila já pode passar.

São 110 cruzamentos inteligentes espalhados em vários bairros da cidade, especialmente na região do Batel. Neste bairro, como a maioria das ruas tem grande volume de tráfego, o sistema é ainda mais sofisticado. Os sensores não ficam apenas na parte mais próxima do cruzamento, mas também ao longo da quadra. Assim os semáforos podem "analisar" qual rua do cruzamento está mais cheia e, por isso, precisa de mais tempo com sinal verde para dar vazão ao tráfego.

Os semáforos inteligentes não estão presentes no anel central da cidade, onde todas as ruas têm grande volume de tráfego, e o sinal precisa abrir e fechar em intervalos regulares para atender os motoristas que vêm de todas as direções. Para casos assim, é necessário desenvolver um sistema ainda mais sofisticado. A ampliação da rede de semáforos inteligentes para o anel central e para outras regiões da cidade é uma das metas da Diretran para este ano. Segundo Rogério Falcão, a expectativa é cobrir 30% dos cruzamentos semaforizados até dezembro.