Sem reestruturação, Telemar perde poder de mercado

Com a rejeição da proposta de reestruturação, os controladores da Telemar têm três opções: deixar tudo como está, reformular a proposta ou encontrar um comprador para a companhia. Das três alternativas, a mais provável é a de tornar a proposta mais atraente para os acionistas minoritários, apesar de o presidente da Telemar, Luiz Eduardo Falco, ter dito que isso não será feito.

?Existe a possibilidade de reprecificação da operação?, afirmou o analista do Banco Brascan, Felipe Cunha. ?Não acredito que eles vão deixar como está, os controladores procuram vorazmente valorizar o ativo.? A possibilidade de venda é mais difícil. ?Não me parece, nesse momento, existir um comprador nítido.

Entre os maiores jogadores do mercado brasileiro, a Telefônica e a Telmex são impedidas pela regulamentação de comprar a Telemar, a Portugal Telecom está sendo vendida no seu País de origem e a Telecom Itália está se desfazendo de ativos.

A reprovação da proposta deve ter um efeito positivo para o mercado e um efeito negativo para a Telemar. Muitos investidores estavam apreensivos porque, se a fosse aprovada, controladores de outras empresas poderiam tentar reestruturações semelhantes, com avaliação das ações parecida com a da proposta da Telemar.

Para a Telemar, o efeito negativo é que a decisão limita sua capacidade de fazer grandes aquisições. Se a reestruturação fosse aprovada, a operadora poderia comprar empresas emitindo ações. Agora precisará tomar empréstimos ou levantar dinheiro com os sócios, que são menores que a operadora, caso decida ir às compras. ?A operadora fica mais limitada na aquisição de outras empresas?, disse Cunha.

A Brasil Telecom esperava o desenrolar da operação da Telemar, pois estuda fazer uma reestruturação semelhante. ?Com a reprovação, a Brasil Telecom continua esperando?, disse o diretor geral da consultoria The Yankee Group para América Latina, Luis Shibata. Ele também acredita numa revisão da oferta. ?A novela continua.

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