Um vídeo que circula na internet mostra momentos em que o professor Luiz Felipe Manvailer agride a esposa, a advogada Tatiane Spitzner. A mulher morreu após cair do quarto andar do prédio onde morava, em Guarapuava, na Região Central do Paraná, no último dia 22 de julho.

Conforme mostram as imagens, os dois chegaram em casa de uma festa, já de madrugada. É possível ver que a mulher é agredida já na chegada ao prédio, na garagem, em pelo menos duas oportunidades. Ela é agredida também quando os dois estão no elevador, tenta descer em um andar diferente do seu apartamento mas acaba impedida pelo marido, que a agride novamente duas vezes.

Após a morte da esposa, as informações da polícia dão conta de que Manvailer teria recolhido o corpo da rua e levado novamente ao apartamento. A polícia chegou a ser chamada, mas o professor fugiu pela garagem enquanto os agentes estavam na portaria do prédio. Ele só foi detido quando tentava fugir para o Paraguai, após bater o carro da esposa, em Foz do Iguaçu, na fronteira com o país vizinho.

Apesar de negar ter cometido o crime, em depoimento prestado no dia 24 de julho, o Ministério Público acredita que tem evidências suficientes da autoria e pediu o indiciamento do suspeito por homicídio qualificado, motivo torpe, uso de meio cruel que impossibilitou a defesa da vítima, feminicídio, além do furto do carro da vítima. Ele está preso em Guarapuava, onde segue à disposição da justiça.

Segundo os promotores responsáveis pelo caso, não há dúvidas de que Manvailer matou Renata. “Os elementos colhidos na investigação fornecem essa convicção, de que realmente a vítima sofreu agressões progressivas que culminaram na sua morte”, atestou a promotora Dúnia Rampazzo. “Ela não tinha nenhum intento de suicídio”, completou o colega, Pedro Henrique Papaiz.

A defesa do professor emitiu nota, afirmando que “permanece no aguardo do resultado de exames periciais no corpo da vítima, no apartamento do casal, nas câmeras de segurança, nos smartphones, computadores e HDs apreendidos e na realização de reprodução simulada dos fatos com a participação do acusado”. A publicação também afirma que qualquer comentário sobre o caso “estará tratando de hipóteses especulativas”.

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