Dois irmãos suspeitos de matar um homem de 60 anos foram presos na manhã desta quarta-feira (10), após cumprimento de mandados de prisão temporária pela Polícia Civil. Deurick Douglas, 23 anos, e Heberth Nissaimo, 33 anos, são acusados do homicídio que vitimou Célio Oliveira Souza, avô da namorada do próprio Deurick. A vítima foi espancada até a morte em seu local de trabalho (um canteiro de obras), no fim de dezembro de 2018, no Tatuquara, em Curitiba, após uma briga de família que teria ocorrido dias antes do crime.

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Segundo a Polícia Civil, a vítima foi morta após diversas ameaças da dupla de irmãos. Conforme o inquérito, os dois teriam ido até o local de trabalho do avô da namorada de Deurick Douglas com a intenção de espancar Célio Oliveira. “Foram chutes e socos que acabaram comprometendo o crânio e a região da barriga da vítima de forma grave. Laudos apontaram que Célio morreu de hemorragia interna, causada por um comprometimento hepático”, afirmou o delegado Victor Menezes, da 4.ª Delegacia de Homicídios.

Ainda de acordo com as informações da polícia, o que motivou o crime foi uma discussão de família, uma vez que o avô e o pai da menor de idade não aprovavam o comportamento do namorado. “Em uma visita à casa do avô, a menor entrou na residência e o Deurick ficou esperando do lado de fora. Na rua, os três começaram uma discussão e o namorado foi agredido, tendo o braço fraturado. O avô também chegou a ficar com o nariz sangrando. Por causa desse desentendimento, o que foi apurado no inquérito aponta que os irmãos ameaçaram o avô da menor, inclusive de morte, e depois cumpriram a ameaça”, completou o delegado.

Embora os dois irmãos estejam presos, o inquérito a respeito deste homicídio ainda está aberto na Polícia Civil. Para pedir as prisões temporárias, os policiais se basearam em laudos de necropsia e termos de declaração de testemunhas. “Como a vítima não morreu na hora, a delegacia foi acionada dias depois do fato, por isso nos baseamos em laudos. Nós temos apontamentos que levam a esses dois autores”, explica Menezes.

Nenhum dos dois irmãos – que são réus primários – confessou o crime. Eles seguem à disposição da justiça. O nome da namorada dele não foi revelado. Por ser menor de idade, a informação é segredo de justiça.

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