A Polícia Civil considerou elucidado o crime que vitimou Marcela Ribeiro dos Santos, 32 anos. A mulher estava grávida de oito meses e teria sido baleada num crime motivado por drogas, conforme as investigações da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Duas pessoas estão presas e são suspeitas de serem a mandante e o executor dos disparos. A criança sobreviveu, mas ainda corre risco de morte. O crime aconteceu no dia 20 de junho deste ano, no bairro Novo Mundo, em frente à casa da vítima.

Segundo a DHPP, Danilo Eduardo Príncipe dos Santos, 19, estava de bicicleta. Ele se aproximou de Marcela e efetuou diversos disparos de arma de fogo contra ela, que foi atingida com um tiro na testa.
A mulher foi socorrida por alguns vizinhos. Ainda viva, ela foi levada ao Hospital do Trabalhador (HT), onde morreu cinco dias depois, mas os médicos conseguiram salvar a criança. O bebê continua internado no hospital e, segundo a polícia, seu estado de saúde é considerado delicado.

Disputa por tráfico

As investigações da DHPP apuraram que o crime foi motivado por questões relacionadas ao tráfico de drogas. “Marcela era usuária e também vendia drogas. Ela começou a vender drogas numa região que era a mesma que outra traficante atuava e recebeu a sentença de morte”, explicou o delegado Osmar Feijó.

Segundo a polícia, a traficante que comandava a venda de drogas e que se sentiu incomodada pela atuação da vítima era Jucele Gonçalves Paes, 32. A mulher foi presa e nega envolvimento no crime, mas – em depoimento – teria dito que Danilo atirou em Marcela, mas não soube dizer por qual motivo. Danilo, por sua vez, nega que tenha atirado.

A DHPP afirma ter levantado provas fortes de que realmente ela tenha mandado matar a mulher grávida. “Danilo, por exemplo, usava tornozeleira eletrônica e, no dia do crime, tirou o equipamento para que não fosse rastreado. Além disso, tivemos uma série de investigações que confirmaram a ligação dos dois, que inclusive são ex-namorados”, considerou o delegado.

Complicados juntos

Danilo, que usava a tornozeleira eletrônica no regime semiaberto pelo crime de roubo, agora volta ao regime fechado. Jucele, segundo a polícia, já tinha antecedentes criminais por tráfico. Os dois agora vão responder por homicídio qualificado e tentativa de homicídio pela criança baleada.