Depois de 43 horas, terminou a rebelião na Penitenciária Estadual de Cascavel (PEC), no Oeste do estado. Dois agentes penitenciários que ainda eram mantidos reféns pelos presos foram libertados na manhã deste sábado (11), receberam atendimento médico e não correm risco de morrer. Por volta das 10h30, cerca de 200 homens da Polícia Militar (PM) entraram no presídio, acompanhados de equipes do Setor de Operações Especiais (SOE), que é ligado ao Departamento Penitenciário do Paraná (Depen). Por ora, estão confirmadas as mortes de dois detentos.

continua após a publicidade

Iniciado por volta das 15h30 da última quinta-feira (9), o motim realizado por cerca de 600 presos fez três agentes reféns no momento em que alguns detentos que estavam no solário acessaram a área do telhado da penitenciária. Um deles foi liberado já na quinta, e os outros dois, neste sábado.

Durante a última madrugada, ainda houve uma tentativa de fuga por parte de um pequeno grupo de presos, de três a quatro, mas a ação foi contida pelos PMs que cercavam a PEC. Teria havido troca de tiros e um dos detentos teria ficado ferido sem gravidade – a Secretaria de Segurança Pública (Sesp), no entanto, não confirma a informação.

Dezenas de familiares dos presos aguardam apreensivos por notícias dos parentes em frente à penitenciária e cobram da PM a lista dos detentos mortos, feridos e que foram transferidos do local durante a rebelião. O comando da polícia se comprometeu a divulgar os nomes depois que concluir todos os trabalhos de vistoria no prédio.

continua após a publicidade

O diretor do Depen, Luiz Alberto Cartaxo, concederá uma coletiva à imprensa às 15 horas para dar mais detalhes sobre o episódio.

Motivos da rebelião

Segundo o comando da PM, as principais reclamações dos presos eram em relação à alimentação e ao trato com as visitas. Os detentos pediam também transferência de presos, apesar de a PEC não estar superlotada – são 1.160 vagas e 900 pessoas estavam detidas no local.

continua após a publicidade

Para Cartaxo, a principal hipótese para a rebelião tenha sido uma briga entre facções. Por isso, ele justificou a retirada dos 270 presos da unidade, durante a madrugada de sexta-feira (10), po