Allan Romero Feijó, de 18 anos, esse é o nome do rapaz suspeito de matar o adolescente Pedro Felipe Lopes da Luz, de 16, no biarticulado. O jovem, que também é estudante, se apresentou na manhã desta sexta-feira (14), à Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), uma semana após o crime, e confessou dizendo ter sido um acidente.

O rapaz disse que agiu tentando se defender, pois estava sendo agredido:

Allan justificou que estava defendendo a Constituição, na tentativa de impedir os adolescentes de furarem a catraca, mas que não tinha intenção de matar ninguém:

O rapaz, que cursa o 3° ano do Ensino Médio, entregou o canivete que usou e disse que portava o objeto por medo do perigo da região. “Sei que cometi um crime tentando impedir outro, mas não me considero um assassino. O que o que aconteceu foi um acidente porque eu estava sendo agredido também”, respondeu à imprensa.

Allan foi ouvido por uma equipe da DHPP e deve responder em liberdade por homicídio qualificado e por homicídio tentado (já que outro adolescente se machucou, mas sobreviveu). Às equipes de reportagem, o rapaz culpou a imprensa – que divulgou as imagens dele para que fosse encontrado – pelas ameaças que teria começado a sofrer. O delegado Fábio Amaro, responsável pela DHPP e que comandou as investigações, rebateu que o jovem só foi encontrado graças ao trabalho de divulgação feito pela mídia, que resultou em denúncias através do 0800.

Família revoltada

Foto: Reprodução.
Pedro tinha 16 anos. Foto: Reprodução.

Familiares da vítima também estiveram na sede da Divisão e pediam por Justiça. “Se não fossem achadas e divulgadas essas imagens, esse rapaz não ia se apresentar. O crime ia ficar escondido sem ter desfecho nenhum e a morte do meu irmão ficaria por isso mesmo”, defendeu Isaías Lopes.

O jovem contou ainda que o irmão dele era um adolescente que pensava no futuro e tinha objetivos de vida. “Tinha 16 anos, já estava terminando o ensino médio, já trabalhava e tinha até prestado vestibular para direito”.

Rebatendo também o que Allan alega, que teria se defendido para não ser agredido, o irmão de Pedro disse que foram quatro facadas. “O laudo é claro e diz que foram duas (facadas) no coração e duas na barriga. Isso é legítima defesa? Ele destruiu nossa família e nada justifica o que fez. O que nós queremos é que a Justiça seja feita”, desabafou.

Foto: Colaboração.
Foto: Colaboração
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