Três suspeitos de aplicar golpes em restaurantes e furtar óleo vegetal usado foram apresentados na tarde desta quarta-feira (3) pela Polícia Civil. Eles se faziam passar por funcionários de empresas autorizadas por esse tipo de coleta ambiental e estariam agindo na capital há pelo menos um ano. A prisão do grupo ocorreu na terça-feira (2), na Avenida Manoel Ribas, no Mercês, momentos após eles terem agido em restaurantes de Santa Felicidade.

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Segundo o delegado da Delegacia de Furtos e Roubos (DFR) Marcelo Magalhães , responsável pelo caso, no momento da prisão os homens estavam em um caminhão com 30 bombonas carregadas de óleo. De acordo com as investigações, Robson Nascimento de Almeida, 35 anos, Rafael Barbosa Marques, 25 anos, e Pablo Vitor Sena da Silva, 18 anos, causaram um prejuízo superior a R$ 500 mil, durante o período total em que agiram — mais que um ano.

Trio preso em Santa Felicidade, em Curitiba. Átila Alberti / Tribuna do Paraná
Trio preso em Santa Felicidade, em Curitiba. Átila Alberti / Tribuna do Paraná

Só no caminhão apreendido havia cerca de 1,4 mil litros de óleo vegetal, que seria usado, por exemplo, na transformação de biodiesel. “Recebemos denúncias de empresas autorizadas para fazer as coletas e das gerências dos restaurantes. Os três se passavam por funcionários, trajando uniforme semelhante ao das empresas, e emitiam até mesmo nota de certificado final de resíduo”, disse Magalhães.

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As empresas que eles utilizam os nomes tinham registro em São Paulo (SP). Nenhuma reconheceu os três dentro do quadro de funcionários. “Além da coleta do óleo, eles também se aproveitavam da distração nos estabelecimentos para furtar bebidas e outros produtos alimentícios, como queijo, por exemplo. Que eram colocados nas bombonas”, apontou o delegado.

Conforme explicou a polícia, pelo menos duas empresas já haviam formalizado boletins de ocorrência sobre o caso. Uma das empresas teria relatado que teve equipamentos desviados, totalizando em torno de R$ 10 mil de prejuízo.

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Os três negam as acusações e dizem ser vítimas de denúncias falsas das próprias empresas de coleta, que não estariam satisfeitas com a perda de espaço no mercado de coleta de óleo. Eles ainda afirmam que a empresa deles não é falsa, o que é desmentido pelas investigações da Polícia Civil.

Ainda segundo a polícia, Robson Almeida tem passagens criminais por receptação e tráfico de drogas, Rafael Marques já estava sendo investigado por furto qualificado e Pablo não tinha antecedentes. Segundo o delegado, eles vão responder por associação criminosa e furto qualificado.

Óleo furtado dos restaurantes. Foto: Átila Alberti / Tribuna do Paraná

Óleo furtado dos restaurantes. Foto: Átila Alberti / Tribuna do Paraná

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