Embora negue os crimes que a polícia diz que ele cometeu, Erickson de Castro Correia, de 30 anos, foi reconhecido por pelo menos duas vítimas. O homem foi preso, na manhã de quinta-feira (9), por investigadores do 10º Distrito Policial (DP) de Curitiba, suspeito de liderar uma quadrilha de assaltantes que atuava na região do Contorno Sul há dois anos.

O homem foi detido próximo à casa da mãe dele, na Vila Osternack, Sítio Cercado. Segundo investigações, Erickson agia com mais pessoas, que moram em um conjunto habitacional próximo a região onde eles efetuavam os assaltos.

Foto: Gerson Klaina.
Segundo o delegado, Erickson não agia sozinho. Foto: Gerson Klaina.

A preferência da quadrilha era por motoristas de caminhões, que paravam no acostamento por algum motivo. “Eles abordavam essas pessoas que paravam às margens da BR- 116 para trocar pneus, verificar problemas no carro, e davam voz de assalto. Levavam tudo que tinha dentro dos veículos”, explicou o delegado Rinaldo Ivanike, responsável pelas investigações.

Conforme informou a Polícia Civil, para chegar até Erickson foram aproximadamente oito meses de investigação. A busca dos policias pelos suspeitos dos assaltos começou depois que quatro pessoas registraram boletins de ocorrência depois de roubos, próximos ao Contorno Sul. Segundo os investigadores, o suspeito foi reconhecido por duas das vítimas.

Durante o cumprimento do mandando de prisão preventiva, a polícia informou que Erickson tentou fugir e resistir. Os investigadores contaram que ele chegou a chorar e gritar pedindo pela mãe dele. O homem, que já tem antecedentes criminais por tráfico de drogas e roubo, também vai responder agora por roubo agravado e associação criminosa.

Nega tudo

Na delegacia, o homem disse à reportagem da Tribuna do Paraná que é inocente. Chorando, Erickson comentou que é catador de materiais recicláveis e que tem um filho de oito meses para criar. “Meu filho tem problema no cérebro. Eu não sou responsável pelos assaltos não, vou tentar provar”, comentou.

Segundo o homem, de onde ele mora, ele já viu alguns crimes acontecerem na rodovia que fica próximo, mas nunca participou deles. “A gente vê muita coisa, mas eu não posso apontar quem foi, porque se não assino meu decreto de morte e de toda minha família”, desabafou.

Erickson disse ainda que chorou ao ver os policiais, pois sentiu medo de apanhar. “Por isso chamei minha mãe, para que ela e todo mundo visse que eu estava sendo levado pelos policiais”, completou o homem, que disse não ter acontecido nada com ele na delegacia.

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