Dias depois do crime, o ex-marido de Taline de Souza, 25 anos, morta no apartamento em que morava em Colombo, Região Metropolitana de Curitiba (RMC), se apresentou à Polícia Civil da cidade. Conforme o delegado Reinaldo Zequinão Neto, da Delegacia do Alto Maracanã, o homem alegou legítima defesa e, por não estar mais em período de flagrante, não ficou preso.
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O crime aconteceu no dia 4 de outubro, num condomínio da Rua das Laranjeiras, bairro Das Graças. A jovem foi encontrada de bruços, na sala da casa, enforcada e tinha os pulsos cortados. Pela forma em que o corpo foi encontrado, as equipes da Polícia Militar (PM) primeiro acreditaram que se tratava de um suicídio, mas logo depois os policiais começaram a trabalhar com a possibilidade de que alguém poderia ter forjado isso para que o crime não fosse descoberto.
Algumas testemunhas teriam passado aos policiais a informação de que o ex-marido foi visto saindo do apartamento. Durante as investigações, a polícia já suspeitava do homem e ele mesmo acabou se apresentando para confessar o crime. “Como fugiu do flagrante, nós representamos pela prisão dele e agora vamos aguardar a análise da Justiça para cumprirmos ou não”, explicou o delegado.
Sem entrar em detalhes, o delegado disse que, em depoimento, o homem disse aos policiais que ele e a mulher acabaram discutindo e ele a matou em legítima defesa, para não ser morto. No dia do crime, o pai de Taline, José Juarez de Souza, disse que o ex-marido não aceitava o fim do relacionamento.
“Ele não admitia que ela arrumasse outro companheiro. Ameaçava direto e dizia que iria atrás dela”, denunciou.
As investigações por parte da Delegacia do Alto Maracanã continuam, bem como o delegado ainda espera a decisão judicial sobre o mandado de prisão. Por enquanto, o homem vai responder ao crime em liberdade.



