Duas pessoas envolvidas em crimes contra a saúde pública foram presas em flagrante na noite desta quarta-feira (23). Waldeci Romão da Costa e Maria de Jesus Camargo vendiam medicamentos proibidos que eram trazidos do Paraguai e agora podem ser condenados a até 10 anos de prisão.

De acordo com o delegado Rodrigo Brown, a denúncia foi recebida no início deste mês e levou a equipe do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) a identificar a dupla. “Conseguimos abordá-los e constatamos a veracidade da denúncia, pois portavam dezenas de abortivos, remédios para emagrecimento, soníferos e até estimulante erétil, que eles vendiam para academias e outros comércios”, afirma.

A prisão aconteceu na casa de Waldeci, onde foram encontrados 13 frascos de stanozolol e trembolona, 14 ampolas de lipostabil, testoland e 31 cartelas de sibutramina. Além disso, a polícia também encontrou nove comprimidos de cytotec (abortivo), cinco comprimidos de estimulante sexual, nove potes de creatina e tribulus.

Já na residência de Maria, a equipe policial apreendeu 56 potes de melatonina e synedrex, dois frascos de oxodrolona e duas caixas de nandralona. Conforme informações apuradas pela polícia, a maioria dos medicamentos são proibidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Agora, os suspeitos permanecem à disposição da justiça e as investigações continuam com o objetivo de localizar as pessoas que encomendavam os produtos e também aqueles que os traziam do Paraguai. “Inclusive, temos informações de que eles receberiam os medicamentos de ônibus de linhas regulares que estariam trazendo os medicamentos em fundos falsos junto com suas bagagens. Então, as investigações vão continuar”, finaliza o delegado.

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Veja a entrevista com o delegado Rodrigo Brown: