Vinte e cinco pessoas monitoradas por tornozeleira eletrônica foram presas na manhã desta quinta-feira (29) durante a Operação GPS III. Todos descumpriram algum tipo de norma imposta para o uso do equipamento e alguns ainda cometeram crimes, conforme a Secretaria da Segurança Pública e Administração Penitenciária do Paraná (Sesp-PR). Dois detentos ainda são procurados.

Os sinais emitidos pela tornozeleira foram fundamentais para localizar e prender os monitorados. Segundo as investigações, várias foram as normas descumpridas, mas na maioria casos, os detentos deixavam de carregar a bateria do equipamento, o que também é uma regra a ser seguida e a polícia suspeita que faziam isso propositalmente.

Sem bateria, os detentos poderiam circular normalmente e voltavam a cometer crimes, como avalia a Sesp. Em um dos casos, uma mulher que colocou a tornozeleira no dia 31 de março de 2017 deixou o equipamento sem bateria por 41 vezes. Ela responde pelo crime de sequestro.

Conforme a Sesp, a grande maioria dos monitorados que agora voltam ao regime fechado da prisão respondia por roubo. “Por decisão da Justiça, progrediram do regime fechado para o monitoramento eletrônico, que não falha, mas está suscetível a ser burlado. Foi o que aconteceu”, explicou o secretário Wagner Mesquita.

Além de Curitiba e Região Metropolitana, os mandados de prisão foram cumpridos também no litoral do Paraná e em cinco cidades do interior: Londrina, Ponta Grossa, Enéas Marques, Itapejara do Oeste e Alto Paraíso.

Ação contínua

Esta é a terceira etapa da operação que começou em abril de 2016 e teve uma segunda ação em dezembro do mesmo ano. Até o momento, desde o começo do trabalho dos policiais no ano passado, já foram mais de 80 presos que voltaram a ser presas por descumprir as regras do uso do equipamento.

O Paraná é o estado com maior número de presos monitorados com tornozeleira eletrônica do país. Hoje são 5.300 detentos que usam o equipamento por determinação judicial. As pessoas monitoradas são acompanhadas de forma ininterrupta, 24 horas por dia, por agentes penitenciários no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC). “Os presos às vezes acreditam que não estão sendo monitorados, mas estão. Essas operações servem justamente para mostrarmos isso”, definiu o secretário.

Mais barato

O uso do equipamento eletrônico tem a ideia de facilitar a ressocialização do preso na sociedade. Como definiu a Sesp, além disso, o uso das tornozeleiras é uma ferramenta importante na questão orçamentária, pois reduz o custo dos presos no sistema penitenciário. Na cadeia um preso custa, em média, cerca de R$ 3 mil enquanto o gasto com a tornozeleira é de R$ 250 por unidade.