A Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) iniciou às 10h desta quinta-feira (25), a reconstituição da morte do soldado Rodrigo Federizzi, assassinado pela própria esposa, Ellen Homiak da Silva. O percurso que Ellen diz ter feito antes, durante e depois do crime está sendo acompanhado pela Polícia Civil e também pela perícia do Instituto de Criminalística.

Usando o uniforme do sistema prisional, Ellen Homiak chegou ao apartamento em que morava com a marido e o filho do casal, de 9 anos, escoltada por policiais civis. No condomínio, na Avenida Pero Vaz de Caminha, no bairro Tatuquara, em Curitiba, a polícia isolou uma área para que a mulher contasse todos os detalhes de como foi a ação dela no dia do crime.

Conforme explicou o delegado Fábio Amaro, titular da DHPP, a reconstituição é importante para não restarem dúvidas sobre como o crime aconteceu. Ellen afirma que atirou na cabeça de Federizzi durante uma discussão e que depois o cortou com uma faca de caça e separou os membros com uma serrinha.

Por volta das 11h, a parte inicial do crime, que aconteceu no apartamento do casal, se encerrou. Os policiais foram ao matagal, em Araucária, na região de Curitiba, local onde Ellen seguiu com o carro do casal e enterrou parte do corpo do soldado. Depois disso, a reconstituição também deve ser feita no outro local, onde as pernas do policial foram encontradas.

Até o momento, conforme o delegado Fábio Amaro, nenhuma divergência foi encontrada pela narração de Ellen, que contou exatamente como agiu. Ao que tudo indica, pelo menos pelo que foi contado pela mulher no apartamento, ela não agiu acompanhada de ninguém, como já afirmava a DHPP. Depois da reconstituição, Ellen será novamente interrogada pelos policiais.

Arma e aliança

Para o delegado, os pontos-fracos no que foi passado por Ellen até agora são pelo menos quatro e começam com o suposto sequestro que ela diz ter sofrido dois meses antes do crime. A polícia ainda busca encontrar a arma usada no crime, entender porquê ela mentiu sobre a mala – que Ellen disse ter queimado – que foi encontrada e também localizar a aliança de casamento que ela diz ter sido roubada durante o sequestro.

A DHPP ainda não conseguiu detalhes sobre o sumiço do dinheiro que Rodrigo tinha na conta bancária, cerca de R$ 50 mil. Os policiais esperam a quebra do sigilo bancário para descobrir como esse dinheiro foi retirado da conta e em que dia. A quebra do sigilo telefônico também foi pedida.

Vídeo