Uma grande operação deflagrada em parceria entre a Polícia Civil e a Militar tem como foco três quadrilhas envolvidas com homicídios, tráfico de drogas, roubo de veículos e residências, além de corrupção de menores no interior do Paraná. Segundo as forças policiais, são mais de 200 policiais nas ruas cumprindo 90 mandados expedidos pela Justiça. Destes, 47 são de prisão preventiva.

Segundo a Polícia Civil, as investigações começaram em outubro do ano passado, pelos setores de inteligência da Polícia Militar e da Delegacia de Polícia Civil, ambas da cidade de Cambé, na região norte do Paraná.

Duas das quadrilhas estavam em guerra entre elas disputando pontos de tráfico de drogas. As polícias começaram a atuar conjuntamente e foi idealizada a montagem da “Operação Égide”, que em grego significa Escudo. A intenção é que se formasse um grande escudo por parte de policiais militares e civis para evitar a ação destes criminosos.

Ao longo da investigação, os policiais se depararam com uma terceira organização criminosa que também atuava na região. O líder desta quadrilha, que está preso na cidade de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, comandava as ações criminosas no Paraná.

Entre os alvos da Operação Égide também estão pessoas detidas no sistema prisional paranaense. Os mandados de prisão expedidos contra elas estão sendo cumpridos por agentes do Departamento Penitenciário do Paraná, que dá apoio à megaoperação dentro das unidades penitenciárias.

Ao longo do trabalho de investigação, nove pessoas foram presas entre elas uma advogada que estava com 4 quilos de maconha e 120 gramas de cocaína e um homem que tinha sete mandados de prisão e estava foragido da Penitenciária de Londrina. Além deles, um adolescente foi apreendido por envolvimento nos crimes praticados pelas quadrilhas.

Equipe

Participam da “Operação Égide” 230 policiais, sendo 132 militares do 5º Batalhão da Polícia Militar e 98 civis das Delegacias das Subdivisões de Londrina, Arapongas, Apucarana, Maringá e Paranavaí. O helicóptero do Grupamento de Operações Aéreas (GOA) da Polícia Civil também dá apoio à megaoperação.

Os presos irão responder pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico, roubo, organização criminosa e corrupção de menores. Os detidos na megaoperação serão encaminhados e apresentados na sede da Delegacia de Polícia Civil de Cambé.