A Polícia Civil do Paraná (PCPR) deflagrou na manhã desta terça-feira (14), a Operação “Lei e Ordem” com a meta de cumprir 14 mandados judiciais, sendo 11 de busca e apreensão e quatro de prisões temporárias contra policiais militares suspeitos de envolvimentos no homicídio do empresário Reginaldo Bergamaski, em março de 2019, no bairro Uberaba, em Curitiba. Duas pessoas foram presas na Região Metropolitana de Curitiba e outras duas estão foragidas.

“É uma operação que foi feita em conjunto com a Corregedoria da Polícia Militar, Bope e Guarda Municipal. Durante as investigações conseguimos constatar que 4 pessoas participaram do crime e alguns são policiais”, confirmou a delegada Camila Cecconello, da Divisão de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP).

Além deste crime, policiais militares também teriam envolvimento com outro homicídio, mas este realizado em setembro de 2017, quando um casal foi executado com tiros de fuzil e pistola, no bairro Rebouças, em Curitiba.

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Motivação

A DHPP segue investigando e preferiu em entrevista coletiva não dar muitos detalhes quanto à motivação do crime. “Estamos ainda levantando mais informações, mas não cabe a nós aqui julgar a vítima e sim resolver a autoria do homicídio. Encontramos relações com os autores, mas não vamos trazer isto para a imprensa. Não existe qualquer proteção e quando tiver condutas ilícitas será expurgado da corporação” disse o delegado Tito Lívio Barrichello, também da DHPP.

Participação no crime por policiais

A informação repassada na coletiva que policias teriam sido contratados para executar Reginaldo Bergamaski. “Teria havido participação direta ou indireta destes investigados. A autoria principal é do investigado de nome Flávio, que usava tornozeleira eletrônica e não consta a localização dele no local do crime”, ressaltou Barrichello

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Suspeito liberado pela polícia

Os policiais mesmo sendo investigados pela Corregedoria da PM seguem na corporação e com possibilidade de crescimento na instituição. No caso de Flávio, atualmente ele é sargento da ROTAM (Rondas Ostensivas Tático Móvel). “Na verdade, foi instalado procedimento para verificar a conduta deles e estão respondendo o processo no Conselho Disciplinar”, afirmou o Tenente Coronel Kuczynski da Corregedoria da Polícia Militar.

Morte no dia 25 de março

O crime que teve como vítima Reginaldo Bergamaski, ocorreu no dia 25 de março deste ano. Na ocasião, dois indivíduos que estavam em um carro Peugeot branco entraram na frente do veículo de Reginaldo e atiraram pesado com fuzil calibre .556 e pistola 9 mm, atualmente armas de uso exclusivo das Forças Armadas, contra o para-brisa do carro.

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