A médica Virgínia Soares de Souza, acusada de provocar a morte de diversos pacientes quando era chefe da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Evangélico, responderá por mais dois casos na justiça. O Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) aceitou, nessa quinta-feira (9), as denúncias feitas pelo Ministério Público de que a médica seria responsável pela morte de mais duas mulheres, de 16 e 35 anos, em 2012.

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Originalmente, os dois casos foram recusados pela 2ª Vara do Tribunal do Júri do Foro Central da Comarca da Região Metropolitana de Curitiba, em 2018, por falta de provas. O MP recorreu e as denúncias foram acatadas por unanimidade, de acordo com o TJ-PR.

Segundo a denúncia, a médica agiu de maneira torpe nos casos, por se sentir “onipotente” e ter o poder de “decretar o momento da morte” das pacientes. O objetivo de Virgínia, de acordo com o MP, seria liberar leitos na UTI do hospital.

Os casos aceitos nessa quinta não tem relação com aqueles já julgados em 2017.

Histórico

Em 2013, a médica e outros sete colegas foram acusados de provocar, com uso de medicamentos, a morte de pacientes internados na UTI do Evangélico que foram ‘selecionados’ por ela.

No julgamento do caso, em 2017, o juiz Daniel Surdi Avellar, da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Curitiba, considerou que restavam dúvidas sobre as provas apresentadas pelo MP e inocentou o grupo. Com a decisão, os oito acusados não foram a Júri Popular, e o processo ficou parado, sem nenhum efeito.

Defesa

Em nota, a defesa da médica afirma que vai recorrer da decisão ao Superior Tribunal de Justiça e ao Supremo Tribunal Federal, e que vai provar, novamente, que “a acusada apenas praticou atos típicos de medicina intensiva, previstos em protocolos e literatura médica”.

Confira o texto na íntegra

“Na tarde desta quinta-feira (9/5/2019), a Primeira Câmara do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná acolheu recurso do Ministério Público para que a Médica Virginia Helena Soares de Souza responda a mais duas ações penais, por atos ligados a medicina intensiva, sobre outras duas pacientes que entraram em óbito em 2012, na UTI do Hospital Evangélico de Curitiba.

Os recursos do Ministério Público se deram pelo fato do Juiz da Segunda Vara do Júri de Curitiba ter rejeitado duas denúncias por falta de provas.

A defesa informa que interporá recurso para o STJ e STF e, caso se iniciem novas ações penais, ficará novamente provado que a acusada apenas praticou atos típicos de medicina intensiva, previstos em protocolos e literatura médica.”

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