O médico Raphael Suss Marques novamente está na berlinda. Isso porque o Ministério Público do Paraná (MP-PR) reforçou, nesta terça-feira (12), o pedido de prisão preventiva contra ele, que é acusado de matar a namorada, a fisiculturista Renata Muggiati. Segundo o MP-PR, caso a Justiça negue este pedido de prisão, a decisão “fomentará o descrédito na Justiça e violência contra as mulheres”.

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Renata Muggiati morreu em setembro de 2015, depois de supostamente cair do 31º andar de um prédio no Centro de Curitiba. Com as investigações, a polícia descobriu que não se tratava de um suicídio e sim de um assassinato, cometido pelo médico que era seu então namorado. Raphael é réu no processo e está em liberdade desde agosto de 2017, sendo monitoramento por tornozeleira eletrônica.

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O que fez o MP-PR apelar a Justiça pela prisão de Raphael foi o fato de que, em 23 de janeiro deste ano, o rapaz desobedeceu a uma das proibições que lhe foram impostas, a de frequentar bares e similares. Raphael foi flagrado num torneio de pôquer, em Curitiba, no mesmo dia em que apresentou uma justificativa, vista como falsa, para faltar em uma audiência do processo.

Conforme o que apurou o Ministério Público, que teve acesso às comandas de Raphael no local do torneio de pôquer, o rapaz chegou ao local por volta de 15h40 e foi embora cinco horas depois, já perto das 21h. Após a competição, no ranking Raphael apareceu em 5º lugar.

O pedido do MP-PR é para que seja revogado o benefício de liberdade e que Raphael responda ao processo preso definitivamente, através de prisão preventiva. Este pedido foi feito em 6 de janeiro pelo promotor Marcelo Balzer Correa, que argumentou que o apontado pela morte de Renata Muggiati não merece a liberdade.

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Mesmo sem uma manifestação da defesa de Raphael, que disse que não iria se pronunciar porque o processo segue em sigilo, a Justiça abriu prazo de cinco dias para que os advogados justificassem o que era alegado pelo MP-PR, mas isso não foi feito. Por conta dessa situação foi que o Ministério Público voltou a se manifestar, nesta terça-feira, sobre o assunto.

No pedido, além de destacar a violação do benefício, o promotor também reforça sua tese. “Tendo em vista a flagrante violação da benesse concedida e do total descaso de sua defesa ao não apresentar justificativa no prazo determinado, novamente comparece perante este Juízo, especializado no Direito da defesa da vítima mulher, visando a revogação da benesse concedida, pois caso contrário, além de fomentar e avalizar a fraude do monitorando, fomentará o descrédito na justiça e violência contra as mulheres”, disse o pedido do MP-PR.

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Segundo o Ministério Público, para este tipo de criminalidade a reação do sistema penal não pode ser demorada. “Pois as medidas protetivas cautelares se demonstrou, nesse caso, fadada ao insucesso. A conduta do monitorando faz mais que aumentar o descrédito do sistema penal perante a sociedade. Aqui há que se dar exemplo forte de consistente, reproduzindo na população um sentimento de ‘BASTA'”.

Esta nova manifestação do Ministério Público ainda não foi respondida. Além disso, a defesa de Raphael novamente não se manifestou sobre a situação.

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