Depois de algum tempo fora dos noticiários policiais, parece que o Condomínio Serra do Mar, mais conhecido como Condomínio da Morte, na Rua dos Eucaliptos, bairro Riacho Doce, em São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba (RMC), voltou com tudo. Na noite desta segunda-feira (2), mais um homem foi morto no interior do residencial mais temido de Curitiba e RMC.

Segundo a Polícia Militar (PM), o homem identificado como Ezequiel dos Santos, de 34 anos, foi morto com um tiro na cabeça. O crime aconteceu por volta das 23h40, dentro do apartamento em que ele morava, no primeiro andar do residencial que tem quatro andares.

Apesar de o assassinato ter acontecido dentro de um condomínio, onde possivelmente vizinhos viram ou, pelo menos, ouviram algo, ninguém quis passar nenhuma informação para a PM. Os policiais informaram apenas que, após o crime, a esposa do homem teve que ser levada a um hospital porque passou mal, mas nenhuma possível motivação do assassinato foi levantada.

Uma semana

O crime é investigado pela Delegacia de São José dos Pinhais, que também investiga outra morte recente que aconteceu no mesmo condomínio. Na última sexta-feira (29), Cleberson Lucas Martins, conhecido como “Beiço”, de 19 anos, morreu durante um confronto com a polícia.

Depois da morte, moradores se reuniram em frente aos conjuntos com panelas nas mãos para protestar contra a PM, que segundo eles, teria executado o jovem. No local, pedaços de madeiras foram queimados e os vizinhos impediram a saída da polícia e imprensa por cerca de meia hora. A PM, por sua vez, alegou que o rapaz trocou tiros quando foi abordado.

Foto: Pedro Serápio/Arquivo Tribuna do Paraná.
Foto: Pedro Serápio/Arquivo Tribuna do Paraná.

Muitas mortes

O Serra do Mar abriga dois conjuntos de prédios, o Serra do Mar I e II, e são considerados pontos críticos quando o assunto é violência. Desde 2012, ano da entrega dos imóveis, o pátio do estacionamento do residencial, de 594 apartamentos, já foi palco de muitas mortes. Uma denúncia de moradores à Tribuna do Paraná informava que as ações criminosas eram organizadas por um traficante que está preso.

Em abril do ano passado, um levantamento da Guarda Municipal apontou que pelo menos 30 mortes aconteceram no local. De lá pra cá, vários outros crimes aconteceram e esse número só aumenta e, de acordo com os condôminos, as mortes são unicamente para mostrar quem manda.

Condomínio da morte