Depois de assaltarem um comércio no bairro Santa Terezinha, em Fazenda Rio Grande, Região Metropolitana de Curitiba (RMC), na manhã desta terça-feira (26), um grupo de bandidos roubou um Sandero de um guarda municipal e fugiam pela BR-116, quando foram interceptados por policiais militares que estavam em sua cola. Três morreram em confronto e o outro fugiu.

Conforme o capitão Oliveira, do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), a PM foi acionada logo depois do assalto. “Os quatro invadiram o comércio e roubaram. Nisso, nossas equipes já começaram a buscar por eles, quando fomos acionados para outra situação, do roubo do veículo, mas os suspeitos tinham características semelhantes aos da primeira ação”, explicou.

As equipes começaram a fechar o cerco na região, até que viaturas do Bope encontraram com o Sandero roubado na rodovia. “O marginal que dirigia perdeu o controle, bateu o carro e todos eles fugiram a pé por um matagal ao lado, onde houve o confronto”.

Tiroteio no mato

Os quatro homens correram por um trajeto de mais de 500 metros em que foram seguidos por vários PMs. “Os policiais pediram várias vezes para que se entregassem, mas três deles preferiram enfrentar e acabaram feridos no revide”, explicou o capitão.

O Siate chegou a ser acionado, mas nenhum dos três sobreviveu. Com os mortos, a PM apreendeu um revólver calibre 22, outro calibre 38 e uma bereta calibre 765. O outro assaltante, que sumiu no matagal, não foi encontrado e os policiais não sabiam dizer se foi ferido ou não.

Tensão

A vítima do assalto, um guarda municipal de 35 anos, contou que sentiu medo e não teve sequer chance de reagir. “Fui sair com o carro pra buscar minha esposa, quando me abordaram. Eu não estava armado e talvez isso tenha até salvado minha vida, pois eram quatro homens”, disse, sem se identificar.

O homem disse que os bandidos foram agressivos e chegaram a mostrar a arma. “Mas foi tudo muito rápido e percebi que tinha outro veículo que, provavelmente, dava cobertura. Ainda bem que a resposta foi dada rápido e que nada pior aconteceu, bem material a gente recupera”.