Curitiba, 03 (AE) – O segundo turno das eleições em Curitiba (PR), que colocará frente a frente Ângelo Vanhoni (PT) e Beto Richa (PSDB), pode se tornar também uma prévia do embate que deve se estabelecer no País a partir de agora com vistas à Presidência da República em 2006. Os dois candidatos manifestaram hoje (03) a intenção de terem os principais nomes nacionais de seus partidos ativos na campanha curitibana.
Com menos candidatos petistas disputando o segundo turno em capitais e em cidades importantes, Vanhoni acredita que haverá mais tempo para Curitiba. “Acredito que o esforço do PT e do governo federal possa estar mais presente no segundo turno”, afirmou. No primeiro turno, apenas o presidente nacional do PT, José Genoino, esteve mais de uma vez na cidade. Entre as outras personalidades de expressão nacional, o ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, fez uma caminhada em apoio a Vanhoni.
O candidato tucano garantiu que terá o apoio de várias lideranças nacionais do PSDB, entre elas o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin; o governador de Minas Gerais, Aécio Neves; o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, e o candidato tucano à prefeitura de São Paulo, José Serra. “Todos estão disponíveis para virem aqui para nos ajudar”, acentuou. Segundo ele, esse apoio tem em vista as eleições presidenciais de 2006.
Mas ambos também estão interessados nos apoios internos, cujas articulações devem começar imediatamente. Em razão do crescimento que teve na preferência do eleitorado, saindo de 8% das preferências e ficando com o terceiro lugar, com cerca de 20% das preferências dos eleitores, o apoio do candidato do PPS, Rubens Bueno, é um dos mais cobiçados. “Essa é uma decisão que o partido vai tomar e esta relação vai se dar com o PHS, que foi nosso coligado”, afirmou Bueno. Ele disse que também deverá ouvir as lideranças nacionais do PPS.
Quase ninguém será desprezado na reta final. “Se comungarem dos mesmos ideais, todos serão bem-vindos”, garantiu Richa. “Nós vamos conversar e convidar os partidos para que se integrem a essa proposta de mudança na forma de governar Curitiba”, anunciou Vanhoni. Mas, pelas críticas que teceram no primeiro turno, ambos evitarão unir seus nomes ao do atual prefeito, Cassio Taniguchi (PFL).
Ao votar na manhã deste domingo (03), acompanhado do candidato petista, com quem o PMDB está coligado, o governador Roberto Requião disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve participar da campanha apenas “com sua credibilidade pessoal”. Em seu caso particular, Requião pretende manter-se no governo, mas deixou em aberto um possível pedido de licença para se dedicar mais à campanha. “Talvez na reta final, uma semana, mas eu tenho muita coisa para fazer no governo’, acentuou.
Segundo turno em Curitiba deve ter estrelas nacionais
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