Segundo Temporão, governo não tomará iniciativa sobre aborto

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirmou nesta segunda-feira (28) que o governo não pretende tomar nenhuma iniciativa sobre a questão da legalização do aborto, tema que vem provocando polêmica, sobretudo depois da visita do papa Bento XVI ao Brasil. "O governo não vai fazer mais nenhum movimento neste sentido", disse ele, após participar de solenidade de comemoração do Dia Internacional da Saúde da Mulher e do Dia Nacional da Redução da Mortalidade Materna, na Escola Paulista de Medicina, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Na avaliação de Temporão, as ações do governo neste momento estão concentradas na disseminação de informações sobre os métodos contraceptivos e na ampliação do acesso da população aos meios de evitar uma gravidez não programada ou indesejada. As medidas foram divulgadas hoje e incluem, dentre outras, a redução de até 90% no preço dos anticoncepcionais comercializados na Farmácia Popular, campanhas de conscientização e educação, fim do limite para a cirurgia de vasectomia no SUS e aumento da oferta de contraceptivos nos postos de saúde.

Em entrevista coletiva concedida após o evento, o ministro da Saúde disse que a questão sobre a legalização do aborto está em debate no Congresso Nacional. Segundo ele, é o parlamento quem vai decidir sobre o tema e realizar os debates necessários com a sociedade. Ao ser questionado sobre as críticas que a Igreja Católica vem fazendo sobre os métodos contraceptivos, o ministro rebateu: "É um equívoco total". E continuou: "É grande o número de casais católicos que aprovam os métodos anticoncepcionais.

Temporão diz que respeita a opinião da Igreja Católica e que não vê dificuldades em implantar um projeto de ampliação e disseminação dos métodos contraceptivos, como o anunciado hoje em São Paulo, por causa desse posicionamento. "A questão (religiosa) não me preocupa", disse. E emendou: "O apoio da população brasileira a esses métodos contraceptivos é massivo, não vejo resistências. E eu percebo que há uma grande cobrança da sociedade e uma grande demanda por mais informações e acesso a esses meios.

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