O secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Meziat, afirmou nesta quinta-feira (1.º) que o mercado internacional continua altamente favorável às exportações do País e que a taxa de câmbio já não é mais um fator impeditivo para os exportadores brasileiros. "A maioria das empresas exportadoras já absorveu essa taxa de câmbio de R$ 2,15, porque as exportações cresceram US$ 20 bilhões de um ano para o outro (de 2005 a 2006)", disse o secretário.

"O real", acrescentou, "é uma das moedas mais estáveis do mundo, quase não varia, ou seja, as empresas estão assimilando a nova taxa de câmbio e estão voltando ao mercado, buscando a competitividade em outras áreas, como na melhoria dos produtos e na agregação valor", acrescentou Meziat.

Ele disse que, no segundo semestre de 2006, já houve uma inversão no quadro de empresas exportadoras. Nesse período, segundo o secretário, 304 empresas deixaram o mercado exportador enquanto 618 passaram a exportar. No primeiro semestre de 2006, o saldo de companhias que deixaram o mercado era maior do que o das que ingressavam no comércio exterior.

Meziat disse acreditar que essa tendência de reversão deve ser mantida em 2007. Em 2006, 16.815 empresas venderam seus produtos ao mercado internacional, e em 2005 eram 17.657 companhias. Ele disse esperar que o número de empresas exportadoras, neste ano, retorne ao patamar de 2005.