Segundo IBGE, nova metodologia eleva renda média da população

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quinta-feira (26) toda uma nova série de resultados de rendimento médio real da população ocupada, com início em março de 2002 (data do início da série da nova pesquisa mensal de emprego). As mudanças, que não são significativas em termos de tendência dos dados, ocorreram porque o instituto passou a calcular a massa de rendimentos dos ocupados, atribuindo uma renda para os que não respondem, na pesquisa, qual é o seu rendimento.

O gerente da pesquisa mensal de emprego, Cimar Azeredo, explicou que, em 2006, 2,3% dos ocupados abordados pela pesquisa não responderam qual era o seu rendimento. A maior parte dessas pessoas têm salários elevados ou são empregadores.

O IBGE utiliza, agora, uma nova metodologia – cujas explicações detalhadas estão em nota técnica disponível no site da instituição (www.IBGE.gov.br) – que permite atribuir um valor de rendimento aos que não informaram quanto receberam. Com isso, foi possível calcular o rendimento médio real efetivo da população ocupada, que é a massa de rendimentos e consiste na soma de todos os rendimentos recebidos pelos ocupados no mês de referência da pesquisa. O indicador não equivale à massa salarial porque leva em conta não apenas os salários, mas também a renda de empregadores e ocupados por conta própria.

Com a nova série, os rendimentos médios foram revisados todos para cima e no ano passado, por exemplo, ficaram em torno de 1 3% maiores, entre os números apurados na nova série e os da série antiga. No caso de 2003 a diferença ficou em torno de 2 5%; em 2004, de 2,0%; e, em 2005, de 1,6%.

O IBGE passará a divulgar, mensalmente, a partir de hoje, a massa de rendimentos para o mês anterior ao que se refere a pesquisa. Hoje, quando foi apresentada a pesquisa relativa a março, o instituto informou que a massa de rendimentos nas seis principais regiões metropolitanas do País foi de R$ 22,5 bilhões em fevereiro, com estabilidade em relação a janeiro e aumento de 7,7% em relação a fevereiro do ano passado. "Isso mostra que a dinâmica do mercado consumidor vai muito bem, como já vinha sendo revelado pela melhoria na qualidade do emprego e do rendimento nos últimos meses", disse o gerente da pesquisa mensal de emprego, Cimar Azeredo.

O IBGE divulgou também as variações anuais na massa de rendimento apuradas, ante o ano anterior, em 2004 (3,6%); 2005 (5,5%) e 2006 (6,4%).

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