Passados nove dias do ataque ao ônibus da Viação Itapemirim, incendiado durante a onda de atentados do crime organizado, três passageiras continuam internadas com queimaduras: Maria Beatriz Furtado de Araújo, Fernanda Furtado e Maria da Penha Morais. O estado de Maria Beatriz e de Fernanda é grave – ambas precisam da ajuda de aparelhos para respirar.

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Maria Beatriz, modelo de 30 anos, está no Centro de Tratamento Intensivo (CTI) do Hospital São Lucas, em Copacabana. Ela sofreu queimaduras de segundo e terceiro graus em 25% do corpo. O rosto as vias aéreas, o tórax e as mãos foram as regiões mais atingidas. A modelo está sendo assistida por um cirurgião plástico desde que deu entrada na unidade. Ela provavelmente ficará com marcas das queimaduras, o que poderá atrapalhar sua carreira.

Fernanda e Maria da Penha estão no Centro de Tratamento de Queimados do Hospital Souza Aguiar, no centro da cidade. A primeira teve 54% do corpo queimado e ainda corre risco de vida. O quadro de Maria da Penha, que ficou com 20% do corpo com queimaduras, evolui bem. Oito pessoas morreram no coletivo, atacado na madrugada de 28 de dezembro, na zona norte.

O inquérito policial que apura o caso está sendo tocado pela 22ª Delegacia Policial. Três pessoas estão presas: Graciel Mauricio do Nascimento Campos, de 18 anos, Cleber de Carvalho Fonseca, de 23, e Elzio Guilherme de Oliveira, de 23. Eles são de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, e foram capturados já no dia 28, perto do ponto onde o veículo foi queimado. Todos negam participação no crime, mas foram reconhecidos por testemunhas e, quando encontrados, tinham marcas de queimaduras nas mãos.

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