A implantação do Plano Nacional de Recursos Hídricos precisa ter a participação social. A avaliação é do secretário Nacional de Recursos Hídricos, João Bosco Senra, que participa hoje (24) do seminário Gestão de Recursos Hídricos: Olhar o Futuro. "Sem a participação da sociedade os resultados são pífios", afirmou.

Segundo Senra, 44 reuniões públicas estão programadas para este ano para apresentar o plano e discuti-lo com a sociedade civil, os gestores, as empresas de saneamento e os grandes setores consumidores de água, como agronegócio, industrial e setor elétrico.

"Nós tivemos uma ampla participação de todos os setores usuários na construção do plano, mas é importante eles incorporarem os princípios, as diretrizes e os programas já na fase de planejamento da sua ação de forma que essas ações sejam sustentáveis".

Além da iniciativa individual de preservação e uso racional da água, Senra acredita que a sociedade pode participar de diversas maneiras. "As pessoas podem se organizar em entidades, em organizações não governamentais para ter ações coletivas que levem à recuperação de uma nascente, de uma mata ciliar, proteger uma área de recarga de um rio, cuidar da área de saneamento, da captação da água de chuva de forma a evitar enchentes".