A Secretaria de Saúde, por intermédio do Centro Estadual de Saúde do Trabalhador, conclui nesta sexta-feira (18) o Curso de Capacitação para Ações de Vigilância em Saúde do Trabalhador em Fundição de Chumbo e Sílica, direcionado a 44 técnicos das regionais de Saúde e municípios do Paraná.
Após essa capacitação, os técnicos irão cadastrar as empresas que exercem fundição de chumbo e sílica no Estado para então realizar a inspeção da exposição de trabalhadores ao chumbo e sílica nas atividades de fundição e fabricação de baterias automotivas no Estado. O objetivo é sensibilizar empresa e trabalhador sobre os riscos associados a este tipo de atividade e atuar para corrigir todas as desconformidades encontradas, implantando normas que visem a preservação ambiental e a integridade da saúde do trabalhador.
O chumbo, assim como outros metais pesados, podem provocar vários tipos de doenças. Estas substâncias, mesmo em quantidade mínima, são tóxicas ao organismo. O envenenamento por chumbo, conhecido por saturnismo ou plumbismo, afeta milhões de pessoas no mundo inteiro, mas especialmente trabalhadores expostos a este metal. Uma das principais fontes de contaminação pelo chumbo está no descarte inadequado de baterias automotivas usadas.
Segundo Cezar Benoliel, diretor do Centro Estadual de Saúde do Trabalhador, o trabalho de reciclagem de baterias traz inúmeros benefícios para o meio ambiente, mas expõe a riscos a saúde do trabalhador, quando não há controle neste processo.
Algumas fontes são emissão de vapores de chumbo, produção e remoção de poeira seca e fina contendo elevada quantidade de chumbo. ?O trabalhador leva esta poeira de seu local de trabalho a sua casa, através das roupas, sapatos, cabelo e pele, podendo contaminar seus familiares,? diz Benoliel
Os técnicos do Centro Estadual da Saúde do Trabalhador estão atuando em seis empresas de fundição de chumbo no Paraná, sendo que duas sofreram interdição, duas estão sob ação civil pública, uma não está operando por conta da pressão da população sobre o gestor local e quatro foram inspecionadas pelos técnicos do Centro Estadual de Saúde do Trabalhador e da Vigilância Sanitária Municipal, quando assinaram documento para continuidade de suas atividades.
Uma das doenças pulmonares mais graves relacionadas à inalação de poeiras minerais é a silicose, doença pulmonar crônica e incurável, com evolução progressiva e irreversível que pode determinar incapacidade para o trabalho, invalidez e aumento da suscetibilidade à tuberculose.
Para o controle ambiental e da saúde dos trabalhadores que estão expostos nas atividades causadoras de silicose do Paraná, os técnicos das Regionais de Saúde irão cadastrar as empresas que realizem as seguintes atividades: jateamento de areia, beneficiamento e jateamento de mármore e granito, fabricação de cimento, abrasivos, cerâmica ferro e aço, tintas e substância química para agricultura, entre outros.


