A Secretaria da Saúde do Paraná alerta para o perigo do muco do caramujo africano que é considerado uma praga em todo o Brasil. Técnicos recomendam que as pessoas que encontrarem o molusco devem incinerá-lo e avisar imediatamente a vigilância sanitária. Na hora de coletar o caramujo é preciso evitar o contato usando luvas ou sacos plásticos. Depois de incinerado deve ser enterrado. O animal já foi detectado em Curitiba, Paranaguá, Ponta Grossa, Francisco Beltrão, Foz do Iguaçu, Cascavel, Campo Mourão, Umuarama, Cianorte, Paranavaí, Londrina, Jacarezinho e Toledo. Em Maringá, o caramujo africano foi encontrado em 27 bairros e foram registradas 57 reclamações.

O caramujo gigante africano (Achatina fulica) foi introduzido no Paraná em 1988 para fins comerciais e, desde 1994 é considerado uma praga. Está no topo da lista de estudos sobre as espécies exóticas invasoras. Ele causa problemas ambientais, pois inibe a reprodução do caramujo brasileiro (escargot). O molusco também provoca danos agrícolas alimentando-se das plantações. A ação do caramujo ainda gera problemas de saúde. Se o muco liberado for ingerido através de alimentos, pode causar uma verminose com risco de perfuração do intestino. No Brasil ainda não foram registrados casos de contaminação, mas na África, o caramujo já causou muitas mortes.

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