gisele290306.jpgA relação de amor entre a tenista curitibana Gisele Miró e a cidade onde nasceu é tão forte que conta com um ingrediente comum às grandes paixões: o ciúme. Quando viajava pelo mundo, disputando os principais torneios de tênis do circuito profissional, como Roland Garros e Wimbledon, ela não fazia muita propaganda de Curitiba, com medo de uma invasão de forasteiros.

Apesar da íntima campanha, Gisele não conseguiu evitar que a cidade se tornasse um dos destinos preferidos dos brasileiros que desejam usufruir o conforto proporcionado por uma grande cidade, porém, sem perder a calma e a tranqüilidade. "Eu adoro Curitiba, mas nem gosto de ficar ressaltando as qualidades da cidade. É por ciúmes mesmo. Acho que se ela crescer um pouco mais, estraga", brinca a maior tenista que Curitiba já teve (medalhista de ouro do Pan-Americano de Indianápolis e representante do Brasil nas Olimpíadas de Seul). "Só sei que nunca consegui ficar mais de três meses fora de Curitiba. Ficava louca de vontade de voltar pra casa."

Gisele iniciou a carreira bem-sucedida em um dos clubes mais tradicionais da cidade, o Clube Curitibano, aos nove anos, e até hoje se mantém ligada a ele. "Conduzo um projeto que envolve a prática do tênis por crianças carentes e é um motivo de orgulho contribuir para a formação desses pequenos curitibanos."

Como presente para a cidade que tanto venera, Gisele deixou a herdeira Isabela, que com 13 anos já galga os caminhos da mãe para se tornar uma grande tenista, com a marca registrada de cidadã curitibana.