A Coca-Cola e a empresa Spal – fabricante dos produtos no Brasil – serão notificadas e terão 30 dias para apresentar as defesas. As denúncias foram apresentadas inicialmente em dezembro à SDE pela empresa Ragi Refrigerantes, fabricante do refrigerante de marca Dolly. Outras acusações feitas à Coca-Cola como prática de preços predatórios, divulgação de mensagem pela internet com informações inverídicas sobre a Dolly e patrocínio de fiscalizações públicas, que resultariam em benefícios fiscais para a multinacional, foram arquivadas pela SDE.
A fabricante do refrigerante Dolly chegou a entregar à secretaria um vídeo de uma conversa entre o presidente da empresa Ragi, Laerte Codonho, e o ex-representante Coca-Cola Eduardo Capistrano que supostamente comprovaria as atitudes da multinacional para pressionar os fornecedores de insumos para que não vendessem matérias-primas para as pequenas fábricas de refrigerantes no País. A SDE considerou essa uma “prática factível de ser empregada por uma grande empresa detentora de parcela substancial de um mercado”, segundo o parecer técnico.
Em abril deste ano, os presidentes da fábrica Ragi, Laerte Codonho, e o presidente da Coca-Cola Brasil, Brian Smith, protagonizaram uma tumultuada audiência pública na Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara, que tentava esclarecer as denúncias. Em meio a dúvidas sobre se o Legislativo deveria se envolver ou não neste tipo de disputa empresarial, a sessão não chegou a nenhuma conclusão, mas serviu de palco para que as acusações ganhassem o cenário nacional
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