Chegou a 910 o número de animais domésticos e de rua do Bairro Alto vacinados contra a raiva durante a campanha realizada pela Secretaria Municipal da Saúde, na semana passada, para prevenir uma possível disseminação do vírus da doença. O vírus foi detectado em um morcego frugívoro localizado em uma residência do bairro, que pode ter tido contato com cães e gatos.
O número final de animais vacinados é bem menor que a expectativa inicial dos técnicos do Centro de Controle de Zoonoses e Vetores (CCZV) da Secretaria da Saúde, que imaginavam encontrar cerca de 1,7 mil animais. Durante os quatro dias da ação, suspensa apenas no feriado de Corpus Christi, foram visitadas mais de 2,4 mil casas distribuídas em 81 quadras.
Segundo a coordenadora do CCZV, Regina Utime, 80% dos animais eram cães domésticos. Apenas cinco eram de rua e, depois de vacinados, foram recolhidos para castração. As cirurgias serão realizadas nesta semana. Regina informou também que apenas 30% dos animais nunca tinham sido vacinados contra a raiva.
"Em muitas casas os proprietários apresentaram inclusive as carteirinhas de vacinação e, apesar de a vacina estar dentro do prazo, fizeram questão que seus bichinhos fossem imunizados novamente", disse. A vacina deve ser aplicada uma vez por ano. Encerrada a campanha, a coordenadora do CCZV pede que a população de todos os bairros fique atenta para a possível presença de morcegos, principalmente se encontrados mortos ou caídos.
"Os morcegos são comuns onde há árvores frutíferas e, mesmo se alimentando de frutas, podem se contaminar com o vírus e transmití-lo. Em caso de contato com seres humanos, por mordedura ou arranhão, é fundamental procurar a unidade de saúde mais próxima o quanto antes", diz. Acidentes com morcegos são considerados graves e, por isso, as vítimas devem se apresentar o mais rápido possível para a aplicação de soro e vacina.