Satisfação moral

A sociedade aguarda com ansiedade o resultado final da chamada Operação Tentáculos, desencadeada em conjunto pelas delegacias de Homicídios, Furtos e Roubos, Furtos e Roubos de Veículos, Antitóxicos e Centro de Operações Especiais da Polícia Civil (Cope), sob a coordenação do secretário da Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari.

Um dos delegados envolvidos diretamente na ação, Luiz Alberto Cartaxo de Moura, declarou que a estratégia adotada pela força-tarefa deverá produzir ganhos relevantes no combate ao crime organizado nas próximas semanas.

A operação prendeu, na semana passada, 33 pessoas envolvidas com o crime organizado, incluindo policiais militares da ativa e reserva, dentre eles alguns elementos que haviam sido expulsos da corporação por desvio de conduta. As investigações tiveram início em janeiro, após o assassinato do major Pedro Plocharski, então comandante do 13.º BPM, que suspeitara da participação de policiais no tráfico de drogas, contrabando de armas, roubos de veículos, assaltos e venda de proteção.

Uma chaga mortal que atingiu em cheio o próprio organismo custeado pela sociedade para garantir ordem e segurança nas comunidades, zelando pela vigência do direito constitucional de ir e vir, bem como o desenvolvimento das atividades comuns do dia-a-dia.

Ao promover o major Pedro Plocharski a tenente-coronel, o governador Roberto Requião não apenas deu justa satisfação moral à família da vítima, como também aproveitou para determinar às esferas de comando do aparato policial no Estado uma ação fulminante contra a ousadia do banditismo infiltrado até nas malhas da gestão pública.

Mais que medidas de efeito momentâneo, os contribuintes têm o direito de exigir do governo o cumprimento radical das obrigações intrínsecas à função de governar. Aqueles que trabalham para a geração das riquezas não merecem, em absoluto, passar pela vexatória experiência de se sentirem à mercê da criminalidade, sem a mínima proteção.

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