O São Paulo derrubou mais um técnico do Corinthians. A 13ª vítima foi Antônio Lopes, que entregou o cargo neste domingo, após a derrota por 2 a 1, no Morumbi. "A gente tem de saber a hora certa de sair. Se tivesse ganho, eu continuaria. Anteontem (sexta-feira) eu tomei a decisão de sair em caso de uma derrota", contou o treinador, meia hora depois do fim do jogo.

Com 29 pontos e melhor saldo de gols que o Palmeiras (18 a 10), o São Paulo está em segundo lugar no Paulista. O Corinthians, com 25, está distante da luta pelo título.

Foi uma queda anunciada a de Antônio Lopes. Ele estava bastante desgastado e no clássico deste domingo nada fez para se salvar. Montou de forma equivocada o time, que se tornou presa fácil do São Paulo.

Só um time jogou no primeiro tempo, o São Paulo. Com forte marcação e o apoio constante dos alas, sobretudo Souza pelo lado direito, dominou totalmente o Corinthians, confuso e perdido em campo. O placar das finalizações (10 a 0), mostra a superioridade tricolor.

Ninguém entendeu por que Antônio Lopes deixou o meia Roger no banco, optando por escalar um zagueiro, Wendel. A armação das jogadas ficou por conta, apenas, de Ricardinho. Como o meia nada fez, Rafael Moura e Nilmar praticamente não tocaram na bola.

O São Paulo, que também atuou com três zagueiros e com alas, não teve esse problema. Danilo voltou a jogar muito bem, se livrou fácil da marcação de Marcelo Mattos buscando os lados do campo, e Mineiro e Josué ajudaram na construção de jogadas. O Corinthians marcou muito mal.

A única falha do São Paulo na etapa foi não ter aproveitado a ampla superioridade para fazer mais de 1 gol. Betão evitou duas conclusões de Tiago após rebatidas do inseguro Johnny Herrera. Tivesse caprichado um pouco mais, porém, o São Paulo teria feito outros gol e não apenas o que marcou aos 29 minutos, com Danilo.

O segundo tempo começou com Herrera falhando feio aos 3 minutos, ao perder com as mãos uma disputa com André Dias, que de cabeça fez o segundo do Tricolor. O Corinthians se desesperou A torcida se irritou e quase explodiu de raiva aos 12 minutos, quando Lopes fez duas alterações. Colocou Roger, mas tirou Ricardinho (que nada fazia mas, perdendo, talvez fosse melhor ter dois armadores em campo). E manteve os três zagueiros, pois tirou Wendel e colocou o volante Renato, mas recuou Marcelo Mattos.

O corro de "burro, burro, burro?? tomou conta do Morumbi mas 1 minuto depois Nilmar arriscou jogada individual e sobrou pênalti bobo de Alex, que o empurrou. Rafael Moura cobrou forte, mas Rogério Ceni (que se adiantou) espalmou e, na seqüência, rebateu o chute de Nilmar.

O Corinthians continuava desestabilizado. Roger e Mascherano (que no primeiro tempo, com o jogo parado, chutou uma bola que bateu no rosto do árbitro Sálvio Spinola) bateram boca. Mas o São Paulo achou que o jogo estava ganho, afrouxou a marcação e permitiu o crescimento do Corinthians. Graças à garra do time, ao talento de Roger e ao de Nilmar, que aos 31 minutos, depois de receber passe do meia, encobriu Rogério e fez 2 a 1.

Desordenado, o Corinthians tentou o empate. Mas pressionou até pouco para um time que estava perdendo. E não merecia mesmo tirar a vitória do São Paulo.