O empate do Paulista, em 2 a 2, aos 49 minutos do segundo tempo, tirou jogadores e o técnico Muricy Ramalho do sério. Todos partiram para cima do árbitro Cleber Wellington Abade e do auxiliar Giovani César Canzian, que havia marcado a falta que originou o gol de Gláucio.
A reclamação era que o tempo de acréscimo já havia se esgotado no momento do gol. ?Ele sempre faz a mesma coisa contra o São Paulo. Quatro minutos pra quê? Morreu alguém??, disse o atacante Leandro.
?Da próxima vez que me chamarem para assistir palestra sobre arbitragem, eu não vou. Pra que palestra se em campo ele não faz nada??, emendou o meia Souza. ?Se ele deu quatro minutos, o jogo já havia acabado.
Imagens da Bandeirantes mostram Abade levantando o braço para encerrar a partida no momento do chute de Gláucio. ?Eu dei mais um (minuto) de acréscimo. Eu avisei o auxiliar que iria dar mais um minuto?, defendeu-se o juiz. ?Você fez o gol em cima da hora no primeiro tempo. É só ver lá. Estava em 47 (minutos) e 10 (segundos)?, dizia o árbitro a Muricy.


