Acontece neste sábado em São Paulo o Dia D estadual de combate à dengue, com várias atividades de conscientização organizadas pela Secretaria de Estado da Saúde em parceria com as Prefeituras.

Entre as atividades se destacam a troca de criadouros do mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti, por picolés, em três cidades da região de Franca (Buritizal, São Joaquim da Barra e Miguelópolis). Em 90% dos municípios paulistas, haverá mutirões para limpeza com 20 mil agentes sanitários, distribuição de 6 milhões de folhetos e atividades nas escolas.

Nos parques Villa-Lobos (Zona Oeste), Horto Florestal (Norte) e Zoológico (Sul), os visitantes poderão ver todo o ciclo de vida do Aedes aegypti, desde os ovos e as larvas até o mosquito adulto, nas tendas com equipamentos de laboratório instaladas pela Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb).

A cidade de Aparecida ganhará atenção especial por conta da chegada do Papa Bento XVI e terá ações de imunização. Campinas fará arrastões de limpeza em lugares onde foram identificados focos da doença. Na região de Sorocaba, as atividades terão caráter lúdico e educativo e na de Presidente Prudente a data será reservada para atividades físicas. Na Baixada Santista e no Vale do Ribeira, as rádios comunitárias vão divulgar informações sobre a doença e modos de combate ao mosquito. Em Araçatuba, uma das cidades mais afetadas no Estado, as atividades começam antes: nesta sexta-feira acontece o Dia D Municipal de combate à dengue.

Nas rodovias Ayrton Senna, Carvalho Pinto e Dom Pedro I, os motoristas receberão folhetos explicativos.

A decisão de marcar esse D de combate à dengue foi motivada pelo registro de 7.808 casos no Estado até o dia 19 de março, em cerca de 170 cidades paulistas. Em todo o Brasil, foram notificados 85.018 casos da doença até 12 de março, de acordo com o último boletim da dengue divulgado pelo Ministério da Saúde. Mato Grosso do Sul apresentava 50,4% dos casos do País, com 40.187 pessoas infectadas. Em seguida, apareciam os estados do Mato Grosso (7,2%), Rio de Janeiro (5,2%), Paraná (4,7%), Minas Gerais (4,6%) e São Paulo (3,6%). Na comparação com os dois primeiros meses de 2006, houve um crescimento de 29,58% no número de casos no País em 2007.