Ser eliminado na primeira fase da Libertadores é uma hipótese impensável para o São Paulo. Por isso, derrotar o Necaxa, amanhã garante a permanência da tranqüilidade que vem reinando no Morumbi, apesar da incômoda 3ª posição do Grupo 2 da competição sul-americana.

Depois da vitória por 3 a 1 contra o Palmeiras – e com o time reserva -, o São Paulo tenta não entrar no clima de empolgação e no campo, perder para si próprio. Seria cometer o mesmo erro que vitimou a equipe na primeira partida contra os mexicanos, quando perdeu, de virada, por 2 a 1. "No México, nós fizemos um bom primeiro tempo. A partida estava nas nossas mãos. Mas fomos para o segundo tempo achando que eles não iriam esboçar nenhuma reação. Nos empolgamos e, quando vimos, a gente já estava perdendo por 2 a 1", atesta o lateral Ilsinho.

Para o goleiro Rogério Ceni, a situação do São Paulo nesta edição da Taça Libertadores é a mais delicada desde 2004. "Seria muito ruim não passar para a próxima fase da Libertadores. Isso para o São Paulo é praticamente uma tradição. Por isso se faz necessário vencer esse jogo de quarta-feira (amanhã)", disse o capitão.

Para evitar a empolgação que depois transformou-se em apatia, o goleiro dita: é preciso jogar melhor. "Fizemos uma partida bem abaixo do normal, e isso não pode se repetir.

Rogério Ceni voltou a convocar a torcida e pediu apoio maciço dos são-paulinos. Até a noite de ontem, apenas 15.292 ingressos tinham sido vendidos, de uma carga de 71.656 entradas. Na estréia da equipe na Libertadores, dia 28 de fevereiro, apenas 19.694 pessoas viram a goleada por 4 a 0 diante do Alianza Lima, público considerado um pouco decepcionante pelo capitão da equipe.

Com o time descansado, o técnico Muricy Ramalho não terá grandes problemas para escalar o time que enfrentará o Necaxa. Certo é que ainda não contará com o zagueiro André Dias, o volante Fredson e o atacante Marcel, todos contundidos. O treinador ainda não definiu se irá colocar a equipe em campo com dois ou três zagueiros.