Três minutos de acréscimo no segundo tempo. Passados os 47 minutos, Jonas recebe na entrada da área, de costas para a zaga, domina, vira o corpo e chuta com o bico da chuteira. A bola sai fraca, mas passa pelo goleiro do América, bate na trave, corre pela linha e entra só no outro lado. O gol chorado, no último minuto, definiu a vitória do Santos neste domingo, por 3 a 2, em São José do Rio Preto, a primeira fora de casa da equipe neste ano.
Com 10 pontos, o Peixe divide o terceiro lugar do Paulista com o São Caetano e graças ao herói Jonas ainda não perdeu o líder Palmeiras de vista. Na próxima quinta-feira, o Santos enfrenta o Santo André, na Vila Belmiro.
Um primeiro tempo muito bom, com poucas faltas e muitos gols e oportunidades desperdiçadas, empolgou a torcida em Rio Preto.
Das arquibancadas, a maioria santista via a repetição de alguns erros constantes nesta temporada, principalmente na defesa.
Em um deles, o Peixe teve dificuldade para sair com a bola, o ex-santista Danilinho aproveitou o vacilo, tabelou com Wélton e, com a defesa aberta, deixou Du livre para chutar dentro da área e abrir o placar, aos 17 minutos.
O Santos empatou em uma jogada de bola parada, oito minutos depois: escanteio cobrado por Rodrigo Tabata no primeiro pau e cabeçada para o chão de Luiz Alberto.
A virada santista ocorreu aos 35 minutos, quando Rodrigo Tabata lançou Galvão, que não conseguiu superar o goleiro Júlio Sérgio, outro ex-santista. No rebote, Jonas só empurrou para as redes.
No último minuto do primeiro tempo, aos 47, a zaga santista errou duas vezes seguidas na intermediária, ao afastar a bola. Danilinho foi lançado nas costas de Neto e Manzur, entrou na área, driblou Fábio Costa e empatou: 2 a 2.
Além dos quatro gols, as equipes criaram outras dez chances de gol, seis do Santos e quatro do América, que pararam em finalizações erradas ou nos goleiros, que tiveram boas atuações.
No segundo tempo, aos 2 minutos, Cléber Santana deu a impressão que o jogo continuaria no mesmo ritmo, ao chutar forte da intermediária e atingir o travessão.
Mas foi só impressão. Ao contrário dos primeiros 45 minutos, o segundo tempo foi arrastado, lento e com poucas chances de gol.
Aos 8 minutos, o técnico santista Vanderlei Luxemburgo trocou o centroavante Galvão, que fez uma discreta estréia como titular do Peixe, pelo meio-campista Gilmar.
Depois, Luxemburgo ainda fez mais duas mudanças até a metade do segundo tempo e apelou para gritos à beira do gramado, pedindo mais velocidade ao time. Mas nada alterava o ânimo dos jogadores santistas, que pareciam cansados e entregues. Sorte que Jonas salvou o dia.


