Há nove anos quando deixou o Santos o meia Giovanni jamais imaginou que ao
retornar à Vila Belmiro teria a função de substituir um ídolo maior do que ele
próprio. O empate sem gols, neste domingo à tarde, na Vila Belmiro, diante do
Juventude, mostrou que a torcida e o time estão à procura de um novo líder com a
iminente saída de Robinho para o Real Madrid.

Lento, sem criatividade, o
Santos viveu o primeiro tempo de lances esporádicos, mas de muita técnica de
Giovanni. Aliás, foram apenas nestes momentos que os mais de 15 mil torcedores
se manifestaram. O camisa 10 lançou, driblou, finalizou, mas não teve ajuda dos
demais companheiros de ataque.

O Santos só ameaçou o gol de Doni por
intermédio dos zagueiros Altair, Ávalos e do lateral Léo. No Juventude, o único
destaque foi a vontade do atacante Zé Carlos. "Temos de ter mais sorte nas
finalizações", limitou-se a dizer o meia Ricardinho. "Precisamos jogar no erro
do Santos", afirmou o veterano atacante Túlio, que muito pouco pegou na bola nos
primeiros 45 minutos.

E os erros surgiram muito na segunda etapa. Mas nem
Túlio e nem Zé Carlos, seu companheiro de ataque, conseguiram converter as
chances em gols. Leandro Moreno chegou a acertar a trave de Mauro no fim da
partida. O Santos não tem o que reclamar. O empate foi mais que o time mereceu.
Com Giovanni cansado, o time pouco produziu.