A Ponte da Amizade, que liga Brasil e Paraguai, voltou a ser hoje dos sacoleiros e turistas. Sem protestos em nenhum dos lados, eles foram às compras em Ciudad del Este. Uma cena vista raramente desde o dia 7, quando manifestações contra o que era classificado como rigor da Receita Federal interrompiam o tráfego constantemente. O protesto vinha sendo feito por taxistas e motoristas de vans paraguaios, que tiveram os veículos apreendidos, sob pretexto de que transportavam mercadorias ilegais.

Na quinta-feira, depois de uma reunião em Brasília, em que os dois países comprometeram-se a trabalhar para evitar o contrabando, parecia que tudo estaria bem, mas os paraguaios voltaram a fechar a aduana quando a Receita Federal apreendeu mais veículos transportando mercadorias em desacordo com as normas brasileiras, em Foz do Iguaçu. Hoje o único problema foi o congestionamento.

Mas se na ponte a fiscalização não era tão ostensiva, nas redondezas os fiscais da Receita Federal não amenizaram o trabalho. Até o fim da tarde, tinham sido apreendidos 25 automóveis – dois deles com placas paraguaias – um ônibus e um microônibus.