A ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, minimizou hoje a discussão sobre a construção do Gasoduto Sudeste-Nordeste (Gasene) e o processo de licitação. Ela defendeu a possibilidade de parceria com os chineses no empreendimento. Dilma disse que tudo indica que o financiamento mais competitivo, a juros mais atrativos e menores, tem sido dos chineses.

Ela lembrou que a discussão surgiu porque a Petrobras também tem procurado o financiamento mais competitivo possível, independentemente da origem, mas defende a parceria com os japoneses. “Não discutimos isso hoje, mas o processo será finalizado. Até porque a delegação chinesa está presente”, lembrou ao se referir à comitiva que visita o Brasil, chefiada pelo presidente Hu Jintao.

De acordo com a ministra, outro entrave para o acordo com os chineses é a exigência que eles faziam de garantias soberanas (garantias do governo federal nos acordos), problema que já foi resolvido. “A Petrobras irá avaliar isso e oportunamente – no mais tardar ainda na visita dos chineses – nós teremos um posição já definitiva”.

A ministra fez questão de deixar claro que esse não é o único assunto a ser discutido durante a visita da comitiva e o interesse do Brasil extrapola essa questão.

“Nós temos um elenco de oportunidade muito grande, tanto na área de petróleo, de petroquímica e de gás, quanto na de combustíveis renováveis e também de energia elétrica. Temos chances de pareceria com os chineses e com os japoneses. O Brasil é um país que tem chance de diversificar suas parcerias e tem de torná-las atrativas e recíprocas”, afirmou.
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