Só falta o Real Madrid se entender com o Milan para Ronaldo voltar a jogar na Itália. Entre o Fenômeno e o clube italiano está tudo certo.

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Fabiano Farah, o empresário do atacante, esteve ontem (16) na sede do Milan para ouvir o plano do clube e no final da tarde embarcou para Madri para conversar com os dirigentes do Real Pedja Mijatovic (diretor-geral) e Franco Baldini (diretor-esportivo). Eles se reuniram à noite e o martelo pode ser batido nesta quarta-feira (17).

Jogar no Milan significará um considerável aumento no faturamento de Ronaldo, que ficaria com 100% do valor de seus contratos de publicidade – no Real, é obrigado a entregar 50% ao clube. Em 2006, ele recebeu 6,5 milhões (R$ 18 milhões) em salários e 11 milhões (R$ 30,4 milhões) em publicidade, dos quais 5,5 milhões (R$ 15,2 milhões) ficaram com o clube.

Como dono de seus direitos de imagem ele teria um aumento de 5,5 milhões em seu faturamento anual. Por isso, até aceita um salário inferior ao que recebe na Espanha.

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O Milan conta com a vontade do Real de vendê-lo – já que ele não faz parte dos planos do técnico Fabio Capello – para fazer um bom negócio. O mercado de transferências na Europa será fechado dia 31 e o único clube do continente a se movimentar até agora para contratá-lo foi o Milan.

O Al-Ittihad (Arábia Saudita) também avisou que quer o atacante, mas o Fenômeno prefere a Europa – razão pela qual nem pensa em seguir os passos de Beckham e jogar nos Estados Unidos.

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Ronaldo não pode defender o Milan na Copa dos Campeões por já ter jogado pelo Real na competição, mas seria uma arma para o time ficar entre os quatro primeiros no Campeonato Italiano e com isso garantir vaga na próxima edição da Copa dos Campeões.

Sua contratação também seria usada pelo Milan como parte da estratégia para manter Kaká no elenco, porque o Fenômeno e o meia são muito amigos e gostam de jogar golfe juntos. Os dirigentes italianos vêem com bons olhos o expurgo de brasileiros que Capello está promovendo no Real, por entenderem que Kaká preferirá ficar num ambiente em que há vários brasileiros.